Suplicy admite que seria bom um encontro entre Lula e Berlusconi

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) admitiu que seria bom um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o premier italiano, Silvio Berlusconi, para que ambos discutam o refúgio concedido pelo Brasil ao ex-militante de esquerda Cesare Battisti.

O caso de Battisti volta hoje à análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que deve votar o pedido de extradição apresentado pelo governo italiano, em meio a uma grande expectativa política.

Condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos, o ex-integrante do grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) recebeu do Brasil o status de refugiado político em janeiro deste ano, o que na época chegou a motivar um conflito diplomático entre os dois governos.

Em entrevista à ANSA, Suplicy considerou que o mandatário brasileiro poderia explicar ao primeiro-ministro italiano os motivos de seu governo para a concessão do refúgio.

Para o senador, Berlusconi deverá "compreender" essas "razões", assim como entendeu o seu par francês, Nicolas Sarkozy, quando a França decidiu não extraditar a ex-membro das Brigadas Vermelhas Marina Petrella.

Um encontro entre Lula e Berlusconi poderia acontecer em breve em Roma, já que o mandatário brasileiro chegará no domingo à capital italiana para participar da Cúpula Mundial sobre Segurança Alimentar, Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), que ocorrerá entre segunda-feira e quarta-feira da próxima semana.

Suplicy também disse estar disposto a ir ao Parlamento da Itália para explicar a decisão brasileira e falar sobre o processo de Battisti, e reiterou que tem a convicção da inocência do ex-militante do PAC. Atualmente, o italiano está detido no presídio da Papuda, em Brasília.

O caso de Battisti é retomado hoje à tarde no STF em meio à expectativa de que Lula poderia interceder caso os ministros aprovem a extradição do ex-militante de esquerda.

A primeira audiência aconteceu no dia 9 de setembro e foi suspensa com o pedido de vista do ministro Marco Aurélio Mello. Naquele momento, o placar estava em 4 votos pela deportação contra 3 por sua permanência no país. Além de Marco Aurélio, também o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, não votou, e ainda não se sabe de José Antonio Dias Toffoli irá participar.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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