Sobram vagas para vasectomia em Taguatinga- DF

Fonte Agência Brasília 31/05/2012 às 21h

Sobram vagas para vasectomia em Taguatinga- DF

Casais que não querem mais ter filhos, mulheres que não podem tomar anticoncepcionais, ou que apresentam problemas de saúde, podem procurar o serviço público de saúde e optarem por outros métodos contraceptivos oferecidos pelo SUS, por meio do programa de Planejamento Familiar. Um deles é a vasectomia. Muitos homens preocupados com o bem estar de suas companheiras optam pela vasectomia, uma vez que a laqueadura é um procedimento mais demorado e dolorido, além de exigir internação e repouso prolongado.

Na Coordenação Geral de Saúde de Taguatinga, devido à baixa procura pelo procedimento, todos os meses sobram vagas de vasectomia. Para se habilitar para a cirurgia, o casal deve assistir a uma palestra de planejamento familiar no centro de saúde mais próximo de sua casa e recebe todas as informações para decidir quando, como e se querem ter filhos. Depois é agendada palestra com um urologista que explica como é a cirurgia, riscos, dúvidas, mitos e cuidados antes e depois. Após sessenta dias, aproximadamente, a vasectomia é realizada.

O homem precisa ter mais de 25 anos ou dois filhos vivos e estar em sua capacidade civil plena. Durante a palestra com o urologista, os candidatos à vasectomia recebem um documento chamando Termo de Consentimento Informado, que deve ser assinado pelo casal e reconhecido em cartório.

Joseph Monteiro Carvalho, urologista responsável pelo programa de vasectomias de Taguatinga, reforça que a decisão de fazer a cirurgia deve ser tomada em conjunto. Há chances de reversão, porém o custo é alto e demorado. "O maior problema da vasectomia é o arrependimento," diz Joseph.

A vasectomia é uma cirurgia de baixa complexidade, realizada em aproximadamente 45 minutos, com anestesia local. O paciente não precisa ficar internado, sai do hospital no mesmo dia da cirurgia, mas é necessário repouso físico e sexual. É importante observar que após a vasectomia o homem continua a ter vida sexual normal. O resultado da esterilização é 100% eficaz.

A Lei nº 9.263, de 12 de janeiro de 1996, regulamenta todas as ações do planejamento familiar.
Agência Brasília
Fonte Agência Brasília 31/05/2012 ás 21h

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