Sistema da Coppe vai identificar local para instalar Central Nuclear do Nordeste

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
A Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está desenvolvendo para a Eletronuclear um Sistema de Informação Geográfica que vai indicar os melhores locais para instalação da Central Nuclear do Nordeste.

O sistema está em fase de desenvolvimento, segundo informou o engenheiro Carlos Frederico de Oliveira Barros, do Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais da Coppe, coordenador executivo do projeto.

Com 76 critérios distribuídos em quatro etapas, o Sistema de Informação Geográfica adotará modelo baseado em um guia de localização de sítios nucleares do Electric Power Research Institute, o instituto americano de energia elétrica.

O guia estabelece regras para que sejam encontrados os melhores locais destinados a sediar as novas usinas nucleares brasileiras. “Eles são chamados de áreas candidatas e serão, possivelmente, a partir dos critérios restantes, definidos como sítios potenciais”, explicou Barros.

As fases 1 e 2 do sistema deverão estar concluídas em março de 2010 e indicarão as áreas candidatas com 5 milhões a 7 milhões de metros quadrados e os sítios potenciais.

Nas  etapas 3 e 4 serão usados critérios de ponderação para definir os sítios preferidos. Por meio de critérios institucionais, vão ser definidos posteriormente os locais considerados excelentes para a implantação da Central Nuclear do Nordeste. O projeto global tem duração de 18 meses.

Quatro estados disputam as novas usinas: Bahia, Alagoas, Sergipe e Pernambuco. O trabalho técnico desenvolvido pelo Grupo de Análises de Risco Tecnológico e Ambiental apontará cinco áreas onde, potencialmente, poderia haver um sítio nuclear.

Serão considerados critérios como localização, custos de engenharia, impactos ambientais e socioeconômicos. “Eles visam à mitigação de todos os riscos potenciais de um empreendimento nuclear de potência”.

Nas etapas subsequentes, a ideia é que sejam estabelecidas as negociações jurídico-institucionais existentes em função das questões locais, disse Barros.

Ele destacou, entretanto, que qualquer dos cinco locais que forem definidos em cada estado, após a comparação ponderada, terá condições de receber a usina. “Mas, aí, entram as questões geopolíticas. Em suma, as questões negociais e institucionais”.

A grande novidade, segundo o engenheiro da Coppe, é que o país passará a ter um guia de localização de sítios nucleares.

“Uma tecnologia adequada às características brasileiras geográficas, socioambientais, topográficas, econômicas”.

Haverá, paralelamente, um processo de consultas a comunidades, ao setor acadêmico, a órgãos de licenciamento, a investidores.

“Todos terão uma plataforma de acesso democrático e público às informações da Eletronuclear para que o processo seja de fato compartilhado com a sociedade brasileira”.

A Eletronuclear terá um software (programa de computador) que será usado também no processo de definição de locais para depósito de rejeitos nucleares.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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