Sete bases colombianas devem ser usadas pelos EUA, diz general

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O general Freddy Padilla de León, comandante das Forças Armadas da Colômbia, informou hoje que sete bases do país poderão ser usadas por militares norte-americanos caso se concretize o novo convênio que está sendo discutido por Bogotá e Washington.

Padilla, que exerceu temporariamente o cargo de ministro da Defesa até a última semana, confirmou que as bases aéreas situadas em Malambó, norte do país, Palanqueros, centro, e Apiay, leste, estão entre as instalações que devem ser cedidas.

Além destas, foram incluídas ainda as de Tolemaida, centro do país, e Larandia, sul, que pertencem ao Exército, e mais duas unidades da Marinha, uma na costa norte, com saída para o Mar do Caribe, e outra no Oceano Pacífico.

O novo convênio de cooperação militar que vem sendo discutido entre Colômbia e Estados Unidos gerou mal-estar entre os vizinhos sul-americanos. Por este motivo, o presidente colombiano, Álvaro Uribe, iniciou hoje uma série de visitas a países da região para detalhar o acordo.

Na última quinta-feira, em São Paulo, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Chile, Michelle Bachelet, demonstraram preocupação com o eventual aumento da presença norte-americana na região e manifestaram seu desejo de levar o tema à União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que se reunirá no dia 10 em Quito, capital do Equador.

Mas, segundo informações da imprensa colombiana, Uribe não irá ao encontro. Já em sua excursão pela América do Sul, ele passará por Peru, Chile, Brasil (onde desembarca na quinta-feira), Paraguai e Argentina. Ainda aguardam confirmação as visitas a Uruguai e Bolívia.

Equador e Venezuela, países com os quais a Colômbia mantém relações conturbadas e que criticaram de maneira mais enfática o possível pacto com os Estados Unidos, ficaram de fora do programa.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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