Serviço Florestal capacita quilombolas e ribeirinhos em gestão de empreendimentos

Fonte Ascom - Serviço Florestal Brasileiro 24/05/2012 às 13h
Organização das comunidades em torno de associações ou cooperativas fortalecidas auxilia na obtenção dos benefícios sociais e econômicos do uso sustentável da floresta

Um dos principais polos de comunidades quilombolas no Pará, a bacia do rio Trombetas, recebe de quinta a sábado, dias 24 a 26, o curso Gestão de Empreendimentos Comunitários para o Manejo Florestal, promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e parceiros.

A capacitação é voltada a representantes de mais de 10 associações de quilombolas e de ribeirinhos, além de técnicos de órgãos municipais, estaduais e outras entidades da sociedade civil, e vai tratar dos princípios de associativismo e cooperativismo, que são as duas principais formas de organização comunitária.

Para os extrativistas, um dos maiores benefícios da união em torno de uma associação ou cooperativa diz respeito à possibilidade de obtenção de renda com os produtos da floresta, potencializada pelo trabalho coletivo. A comunidade pode se organizar melhor para desenvolver atividades de manejo ou produção, armazenamento e beneficiamento de produtos madeireiros ou não madeireiros, como óleos e castanhas, além de comercializá-los diretamente no mercado.

Gestão
Segundo a técnica do SFB Paula Castanho, o objetivo é que as comunidades fortaleçam suas entidades a partir dos conhecimentos sobre o funcionamento de associações e cooperativas. “O curso vai ajudá-los a melhorar a gestão interna de suas organizações sob vários aspectos, incluindo a gestão do território, entre outros, e a avaliar qual a melhor forma de organização para realizar o manejo e comercialização”, diz.

Paula diz que a iniciativa resultou do aprimoramento das discussões sobre o fortalecimento das organizações comunitárias. “O tema apareceu em várias reuniões com as comunidades, idas de campo e audiências públicas. Foi demanda das próprias comunidades. A necessidade dessa iniciativa também surgiu nas discussões do conselho consultivo da Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera, onde o SFB tem representação”, afirma a técnica.

As atividades ocorrerão em uma das comunidades situadas no entorno da Flona, a da Serrinha. Participarão representantes de entidades do rio Trombetas e rio Erepecuru, onde concentram-se as comunidades quilombolas, e do rio Nhamundá, onde é a maior a presença de ribeirinhos.

Participantes
As organizações convidadas do Alto Trombetas são a Associação dos Moradores da Comunidade Quilombos de Cachoeira Porteira (Amocrec), Associação Mãe Domingas, Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombolas (ACRQ), Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo da Área Trombetas (Acorqat) e a Associação dos Remanescentes de Quilombos da Comunidade Água Fria (ACRQAF).

Do rio Erepecuru, participam a Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Erepecuru (Acorqe), a Associação dos Remanescentes Quilombolas do Municipio de Oriximiná (Arqmo) e a Cooperativa do Quilombo (CEQMO). Já do rio Nhamundá, a Associação das Comunidades das Glebas Trombetas e Sapucuá (Acomtags) e Cooperativa Agropecuária dos Produtores do Lago Sapucuá (Cooperplasa).

O curso será realizado em parceria as secretarias municipais de Educação (Semed) e de Agricultura (Semagri) locais, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), Associação AIHA e ONG Kirwane.

 

Ascom - Serviço Florestal Brasileiro
Fonte Ascom - Serviço Florestal Brasileiro 24/05/2012 ás 13h

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