SELEÇÃO FEMININA: Brasil inicia trabalho que visa a 2016

Fonte Assessoria de Comunicação - CBV 09/05/2013 às 16h

 

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José Roberto Guimarães comanda os treinamentos no Aryzão

 

SAQUAREMA, 09.05.2013 – A conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, pela seleção feminina de vôlei, já é passado. Um grupo de 15 jogadoras trabalha forte sob o comando do técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, no Aryzão, o Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema (RJ), no início de um novo ciclo olímpico. Nomes menos conhecidos se mesclam com campeãs olímpicas na busca pelo alto do pódio nas Olimpíadas que serão disputadas em território nacional.

No momento as seguintes jogadoras estão concentradas em Saquarema: as levantadoras Claudinha, Dani Lins e Fabíola, as opostos Tandara e Monique, as ponteiras Fernanda Garay, Ellen, Priscila Daroit e Michelle, as centrais Letícia Hage, Adenízia, Bia e Angélica, e as líberos Camila Brait e Suelen.

Os dois primeiros desafios da temporada serão a Montreux Volley Masters, de 28 de maio a 2 de junho, na Suiça, e o Torneio de Alassio, de 4 a 10 de junho, na Itália.

O treinador José Roberto Guimarães analisou as primeiras semanas de treinamento no Aryzão, e disse estar motivado com a dedicação do novo grupo.

“O trabalho está muito bacana porque é um grupo jovem querendo melhorar e empenhado em aprender os movimentos e fundamentos de uma maneira muito intensa. Nós sabemos que vamos ter muita dificuldade porque não vamos conseguir fazer amistosos antes de Montreux. Depois, na Itália, o time já vai estar mais entrosado”, disse José Roberto Guimarães.

O treinador da seleção bicampeã olímpica também comentou a expectativa para o primeiro ano do novo ciclo olímpico.

“Todas as seleções estão se modificando para esse novo ciclo olímpico. Também já estamos começando a nos preparar para o Grand Prix. Depois, vamos ter a competição mais importante do ano, que é o Sul-Americano por ser classificatório para o Mundial e para a Copa dos Campeões. Temos em torno de 40 jogos internacionais programados nesse ano. Esse é o começo do planejamento para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016”, afirmou o técnico brasileiro.

Novatas e campeãs olímpicas

O grupo brasileiro que treina, neste momento, no Aryzão, mescla quatro campeãs olímpicas (Fernanda Garay, Tandara, Dani Lins e Adenízia) com jogadoras que estão tendo a primeira oportunidade de treinar com a seleção adulta. A ponteira Ellen, as gêmeas Monique e Michelle e as centrais Bia e Angélica são as novatas do grupo.

“É uma grande oportunidade. Elas estão treinando com a seleção brasileira na companhia de jogadoras que foram campeãs olímpicas. É uma chance de aprendizado, de estar vestindo a camisa da seleção brasileira, participando desse ciclo. Não tem essa de tamanho e idade. Se os números forem bons em termos de aproveitamento não tem porque elas ficarem de fora. As chances precisam ser dadas. As jogadoras que tiveram um bom desempenho na Superliga foram chamadas”, explicou o treinador brasileiro.

A oposto Monique vive um bom momento não só dentro das quadras. Chamada pela primeira vez para a seleção principal, a atacante acabou de se casar. Para a atacante de 26 anos, a emoção é ainda mais forte por ter a companhia da sua irmã gêmea, a ponteira Michelle.

“Fiquei muito feliz pela convocação. É a primeira vez que sou chamada para a seleção adulta. Estou vivendo um sonho. Esse é o objetivo de todo o atleta. Agora quero treinar bem e mostrar o meu trabalho e vamos ver o que vai acontecer”, analisou a oposto, que ainda comentou sobre o momento especial vivido também na sua vida pessoal.

“Eu e meu marido somos atletas e sabíamos que o casamento teria que ser no meio das férias, mas aí teve a convocação e eu me apresentei. Não atrapalhou em nada e eu fiquei ainda mais feliz. O Zé me liberou para o casamento e a lua de mel. Então deu tudo certo”, garantiu a oposto, que tem a companhia da sua irmã no grupo brasileiro.

“Independentemente do momento, bom ou ruim, sempre estamos uma perto da outra. Nos falamos todos os dias no telefone quando estamos separadas. Quando jogamos em times diferentes acabamos sentindo muito a falta uma da outra. É muito bom estar na seleção com a minha irmã”, afirmou Monique.

Se Monique vive a emoção da sua primeira experiência na seleção adulta, a levantadora Dani Lins tem no currículo a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Dani Lins garante que o convívio com as atletas mais novas tem sido muito proveitoso.

“É gostoso estarmos em um grupo jovem, com meninas novas. Vamos tentar começar o ano com o pé direito. Quando olhamos a foto da Olimpíada, lembramos dos momentos em Londres e damos muitas risadas de algumas situações. É uma lembrança boa, mas sabemos que já passou. Agora o foco é a Olimpíada de 2016. Nós temos que construir uma nova história”, finalizou a levantadora.

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Assessoria de Comunicação - CBV
Fonte Assessoria de Comunicação - CBV 09/05/2013 ás 16h

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