Secretário-geral da OEA pede ações concretas ao Congresso hondurenho

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu para os congressistas hondurenhos "deixarem de retórica", instalarem um governo de unidade nacional e restituírem o presidente deposto, Manuel Zelaya.

"A única saída de paz é restabelecer o presidente Zelaya pelo escasso tempo que lhe resta na presidência", disse Insulza à rádio Cooperativa, do Chile. Se restituído, Zelaya encerra seu mandato em janeiro de 2010.

O secretário-geral da OEA falou sobre o tema do Equador, onde acompanhará uma reunião dos ministros equatorianos e colombianos da Defesa e das Relações Exteriores.

Na semana passada, as delegações de Zelaya e do governo de facto do país, liderado por Roberto Micheletti, aceitaram um acordo que põe fim à crise política hondurenha, iniciada com a deposição do mandatário constitucional em 28 de junho.

Com mediação de uma missão norte-americana, as comissões chegaram a um consenso sobre o ponto de maior divergência: a restituição de Zelaya. O texto aprovado pelas partes prevê que a volta do mandatário será decidida pelo Congresso Nacional, com uma prévia análise da Suprema Corte de Justiça.

"Todo mundo espera que o Congresso decida o tema, porque foi o Congresso, em 28 de junho, que tomou a decisão de nomear o senhor Micheletti", destacou Insulza, que espera uma decisão "rápida".

"O tempo é curto e, se Deus quiser, os congressistas farão o que os hondurenhos querem. Em Honduras, o povo quer que isto termine. Todos dizem que essa mesa de diálogo foi incentivada pelos EUA e pela OEA. Mas, na realidade, quem a incentivou foi o povo de Honduras, que queria um acordo", declarou.

Segundo Insulza, a OEA pretende realizar uma Assembleia Geral no próximo dia 16 e, "inclusive, queremos fazê-la em Tegucigalpa, se for possível, para levantar as sanções a Honduras".

O secretário-geral também esclareceu que pediu "autorização ao Conselho da OEA para começar a preparar a missão eleitoral que vai observar as eleições em Honduras", programadas para o dia 29.

"Ainda tenho que decidir quem encabeçará essa missão. Mas, para isso, necessitamos levantar as sanções, o que exige que se cumpra o acordo", pontuou.

Hoje é esperado em Honduras o ex-presidente chileno Ricardo Lagos que, junto à secretária de Trabalho dos Estados Unidos, Hilda Solis, irá acompanhar o cumprimento do acordo. Lagos deverá permanecer no país por 24 horas.

Zelaya, por sua vez, reafirmou ontem que só aceitará o acordo, caso ele seja restituído à presidência. Desde 21 de setembro, ele está hospedado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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