Secretaria articula implantação de portal e rede social para CVTs

Fonte Ascom MCTI 17/03/2013 às 9h

Os atores responsáveis pelo funcionamento dos centros vocacionais tecnológicos (CVTs) em todo o país estão perto de ganhar uma ferramenta que pretende revolucionar o processo de gestão do programa e de comunicação entre os envolvidos. A ideia – em estudo na Secretaria de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secis/MCTI) – é criar um ambiente virtual que possa reunir facilidades e conceitos de iniciativas para viabilizar a busca de informações e a interação entre os participantes.

 

A ação está baseada em experiência adotada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que apostou na criação de uma plataforma para possibilitar o diálogo entre os arranjos produtivos locais (APLs). Um esboço do projeto foi apresentado, nesta sexta-feira (15), à secretária interina da Secis, Sônia Costa, e a analistas, técnicos e assistentes da área. portalapl.ibict.br

Os APLs são aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, com especialização e vínculos de cooperação entre si e com outros atores (como governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa), que possuem como foco o fortalecer a competitividade econômica e o desenvolvimento regional.

Atualmente existem cerca de 1.400 unidades espalhadas pelo país, contando cada uma de 20 a 500 empresas associadas.

Observatório

Para viabilizar a interação entre elas, o Grupo Permanente de Trabalho para Arranjos Produtivos Locais – que é coordenado pelo MDIC e congrega 33 instituições, entre as quais o MCTI – estruturou o Observatório Brasileiro de APLs, composto por três módulos básicos: sistema de banco de dados, rede social e portal. O primeiro para armazenar as diferentes informações; o segundo, para permitir a comunicação entre os usuários; e o terceiro, para disponibilizar e fazer a gestão de conteúdos diversos, incluindo como notícias e imagens.

A construção do sistema contou com a parceria do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict/MCTI) – responsável pela sustentação do projeto – e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). À agência de fomento coube o aporte para a contratação dos 104 estudantes bolsistas, da área de economia, que vão atuar na pesquisa de campo e levantar as informações para o abastecimento do banco de dados.

Segundo o analista do MDIC Iedo Brito, 11 estados foram capacitados para utilizar o portal e já é possível avaliar o impacto do projeto, após a implantação piloto, em setembro do ano passado. “As pessoas se aproximaram com a utilização da rede social, o que era difícil de acontecer antes em reuniões rápidas e eventos. Hoje é possível realmente fazer um debate virtual”, afirmou.

Resultado também positivo ao se avaliar a disponibilidade das informações. “Antigamente precisávamos recorrer a arquivos digitais e materiais impressos”, relatou. “Com o advento do portal também estamos conseguindo fazer com que a informação circule de forma mais rápida e eficiente.”

Integração

De acordo com Sônia Costa, o projeto de um portal e uma rede social vai ao encontro das expectativas da secretaria, que é responsável pela coordenação da ação no MCTI e tem se empenhado em reunir as informações sobre o processo de implantação e sobre o trabalho desenvolvido pelos CVTs (há 290 catalogados). Ela comentou que as discussões com o MDIC se iniciaram em 2010.

“Nós já estamos bem avançados com essa ferramenta, estamos na fase de coleta de dados e a ideia é lançar o portal ainda neste ano nas comemorações dos dez anos dos CVTs”, adiantou, ao lembrar que o portal deve estar articulado com o das APLs. “Porque o CVT não existe sem essa integração do APL. Isso significa que vamos ter acesso a um banco de dados e, ao mesmo tempo, o arranjo produtivo poderá conhecer todas as atividades desenvolvidas dentro dos centros vocacionais.”

Segundo o coordenador executivo da ação de CVTs do MCTI, Osório Coelho, outra expectativa é que o ambiente virtual sirva para a disponibilização de informações sobre políticas públicas, editais vigentes e publicações, com informações de interesse do público em geral e com comunidades específicas e fechadas voltadas para a gestão das equipes que tratam com os CVTs.

“Vai ser uma grande rede vinculada a outros ministérios e a outras políticas públicas que vão nos auxiliar a apoiar os municípios de forma mais eficiente e eficaz e todos aqueles estados e proponentes interessados em implantar um unidade nas suas localidades”, sintetizou.

Os CVTs se caracterizam como unidades de extensão tecnológica que articulam pesquisa aplicada e educação tecnológica e profissional. As atividades são orientadas para o desenvolvimento das vocações econômicas locais e a melhoria da qualidade de vida, principalmente das populações em situação de extrema pobreza e de baixa renda.

 

Ascom MCTI
Fonte Ascom MCTI 17/03/2013 ás 9h

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