Robert Scheidt fica em 4º na Regata Internacional, no Rio

Fonte Brasil 2016 10/08/2014 às 12h
O sábado (9), último dia da Regata Internacional de Vela, foi marcado por um clima nada agradável para os atletas. Com nuvens, chuva e ondas na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (RJ), uma das principais promessas brasileira de medalha, Robert Scheidt, que vinha em boa campanha na competição, subindo de posições a cada regata, terminou a Medal Race em 8º lugar. Com, isso, ele encerrou a competição em 4º ranking e ficou fora do pódio na classe laser. Seu principal adversário, o australiano Tom Burton, levou o ouro, enquanto o holandês Rutger Van Schaardenburg faturou a prata e o inglês Nick Thompson, o bronze. O ouro brasileiro foi garantido por Martine Grael e Kahune Kunze na sexta-feira (8), na categoria 49er FX.

"Não é fácil velejar no Rio de Janeiro em uma semana em que tivemos condições muito variáveis. Perdemos um dia de competição por falta de vento e no outro tivemos ventos muito fortes com ondas", avaliou Robert Scheidt. Sobre os campeões do dia, o brasileiro reconhece a boa campanha no Brasil. "A Austrália, a Holanda e a Inglaterra são as potências da vela hoje em dia. Eles mostraram isso neste evento fazendo bonito em quase todas as classes. O Brasil passou muito perto em algumas, como o 470 feminino e, na Laser, meu caso, que fiquei em 4º lugar”.

Mostrando otimismo e confiança para os próximos dois anos, Robert avaliou a quarta colocação na competição. "É uma posição um pouco frustrante porque você está próximo do pódio e acaba saindo sem nada. Mas acho que eu tiro boas lições. Errei bastante e não fiz uma competição muito boa. Mas hoje estive perto de brigar por uma medalha de prata ou bronze".

O atleta avaliou ainda o trabalho do time brasileiro que, segundo ele, deve seguir confiante para os Jogos de 2016. "A vantagem que o Brasil tem de conhecer a raia vai se diluindo ao longo desses próximos anos até 2016. É claro que quem é de fora irá trabalhar duro para tentar entender bem a raia. É importante que o Brasil acompanhe esse ritmo e esteja à frente das outras equipes para que continue confiante. O objetivo é continuar trabalhando”.

Ainda sobre 2016, Robert avalia as condições do time brasileiro da modalidade. "É uma equipe mesclada com um bom potencial para 2016. Temos uma boa mistura de atletas experientes com outros jovens, que irão participar da primeira Olimpíada, mas com boas chances. Acho que será uma equipe fortíssima de vela".

O campeão Tom Burton também avaliou as condições da prova deste sábado. “Hoje não estava fazendo sol e o tempo estava chuvoso, mas tivemos uma boa regata, apesar das condições complicadas. Fizemos a maioria das nossas regatas fora da Baía, onde tivemos um pouco mais de vento do que esperávamos, com ondas grandes. Já nos últimos dois dias foram marés e correntes marítimas. Então foi mais difícil do que estamos acostumados”, avaliou o australiano.

Nesta semana, Scheidt seguia otimista sobre o campeonato e as finais deste sábado. Na quinta-feira (7), alcançou o quarto lugar. Já na sexta-feira, (8), subiu para a terceira posição e mantinha as boas perspectivas. Scheidt comentou a campanha dos vencedores. "Sempre é bom velejar no Rio e é importante intensificar o trabalho, pois diversas equipes de fora já formaram bases aqui e vão treinar bastante neste lugar. Acho que o que esta semana mostrou é que os estrangeiros já conhecem a Baía”.

Medal Race

Na classe 470 feminina eram pequenas as chances de medalha com as duplas brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Barbachan e o time formado por Renata Decnop e Isabel Swan. Elas terminaram nas 5ª e 6ª posições, respectivamente, no quadro da competição. No pódio, Jo Aleh e Polly Powrie, da Nova Zelândia, garantiram o ouro, enquanto Hannah Mills e Saskia Clark, da Grã-Bretanha, ficaram com a prata, seguidas pelas austríacas Lara Vadlau e Jolanta Oger, que faturaram o bronze.

Na classe 470 masculina, o ouro foi para os australianos Mathew Belcher e Will Ryan. A prata ficou com Luke Patience e Elliot Willis, da Grã-Bretanha. Já o bronze foi conquistado por Daniel Willcox e Paul Snow Hansen, da Nova Zelândia. O Brasil terminou em 14º e 20º lugares, com as duplas Henrique Haddad e Bruno Bethlem e Geison Mendes e Gustavo Thiesen, respectivamente. Por não estarem entre os 10 melhores, os brasileiros não competiram neste sábado na Medal Race.

Na Laser Radial, as brasileiras Maria Cristina Boabaid e Fernanda Decnop ficaram nas 19ª e 24ª posições, respectivamente. Por não estarem entre as dez melhores, elas também não disputaram a Medal Race. As vencedoras da classe foram a dinamarquesa Anne Marie Rindom, com o ouro; a inglesa Alilson Youg, com a prata; e a belga Evi Van Acker, com o bronze.

"Estava bem nervosa para a regata da medalha, porque estava em terceiro. Fiz a minha própria regata e consegui velejar bem rápido. Foi um ótimo evento, tudo funcionou perfeitamente e as condições na água foram perfeitas”, avaliou Anne Marie Rindom , campeã da Laser Radial, ao Aquece Rio.

Eventos-teste

A Regata Internacional de Vela foi o primeiro evento-teste de uma série de 45 que o programa Aquece Rio irá realizar antes dos Jogos de 2016 nas categorias olímpicas e paraolímpicas. O próximo evento-teste de vela está programado para ocorrer em agosto de 2015, no Rio de Janeiro, novamente na Marina da Glória.

Aproximadamente 8.400 atletas, sendo 1.200 Paraolímpicos, são esperados para competir nos eventos-teste dos Jogos Rio 2016.O calendário incluirá 33 competições para esportes olímpicos, seis exclusivamente para esportes paraolímpicos, e outros seis contendo tanto competições olímpicas quanto paraolímpicas. Os eventos organizados pelo Comitê Rio 2016 são parte da série Aquece Rio.





Brasil 2016
Fonte Brasil 2016 10/08/2014 ás 12h

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