Riscos e Benefícios da Reposição Hormonal

Fonte Flávia Ghiurghi 20/05/2013 às 12h

Dra Claudia Chang – Endocrinologista doutoranda pela USP

Dra Bruna Salani – Ginecologista e mastologista do ICESP/USP

 

Recentemente, a mídia publicou duas situações que fizeram vir à tona as controvérsias a respeito da reposição hormonal (atualmente, chamada de terapia hormonal), com os casos da atriz Joana Fomm, diagnosticada e tratada pelo câncer de mama, que havia feito uso de terapia hormonal, e o caso da atriz norte-americana, Angelina Jolie que, após ser submetida a uma série de exames minuciosos, optou por retirar as mamas para prevenção de um possível câncer de mama.

 

Segundo a Dra Bruna Salani, ginecologista e mastologista do ICESP “mulheres que tenham alguma lesão de alto risco na mama ou história familiar importante para câncer de mama, de uma forma geral, se contraindica a reposição”. Nestas mulheres, completa Dra Claudia Chang, endocrinologista doutoranda pela USP, “caso tenham muitos sintomas na época da menopausa, optamos por outros tipos de medicações não hormonais que não elevem o risco e, por outro lado, minimizem os sintomas”.

 

“A medicina tem avançado muito nos últimos anos”, concordam ambas as especialistas. Hoje, sempre fazemos uma minuciosa análise dos riscos e benefícios de cada paciente antes de indicar ou contra indicar a reposição hormonal.

 

“Não só avaliamos o risco de cada paciente, mas também analisamos qual o hormônio estaria indicado em cada caso. Dispomos hoje de uma série de hormônios diferentes que variam quanto à dose, tipo de hormônio e via de administração (que pode ser oral ou cutânea)”, pontua a endocrinologista Dra Claudia Chang.

 

“Além dos exames rotineiramente utilizados para análise de alterações nas mamas, que variam em cada situação, sendo principalmente mamografia, ultrassonografia e ressonância, temos hoje disponíveis testes genéticos minuciosos, que nos permite, em casos com história familiar importante, prever o risco de desenvolvimento de câncer de mama, como o que foi feito com a atriz Angelina Jolie”, segundo a mastologista, Dra Bruna Salani.

“Após uma análise criteriosa de cada paciente, chegamos a uma decisão conjunta se há ou não indicação de terapia hormonal (não são todas as mulheres que precisam) e principalmente se os benefícios superariam os riscos. Esta decisão deve ser tomada em conjunto com a paciente”, pontuam as duas especialistas que afirmam ainda que a interação entre as duas especialidades endocrinologia e ginecologia é sempre muito benéfica para a paciente e o ideal quando se trata de reposição hormonal.

Flávia Ghiurghi
Fonte Flávia Ghiurghi 20/05/2013 ás 12h

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