Reúso industrial da água ganha debate no Brasil

Fonte Ministério do Meio Ambiente 16/08/2014 às 11h
Temas como o consumo racional e o reúso da água movimentaram a oficina 'Racionalização e Reúso de Água do Setor Industrial', realizada nesta quinta-feira (14) no Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), em Brasília (DF).

“O debate sobre o reúso da água é importante para o momento atual. Antes, o que era uma situação de conforto (em relação à água) tornou-se um quadro preocupante. Precisamos dar à gestão dos recursos hídricos deste País uma nova dimensão capaz de se antecipar, de responder com velocidade aos desafios, de ser inovadora e articuladora dos diversos atores de forma construtiva e não combativa”, afirmou o secretário de Recursos Hídricos do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão.

Segundo ele, o reúso é prática comum em vários países. “Israel, Austrália, Espanha, Índia, Japão, África do Sul, Estados Unidos são países que estão imbuídos em dar sustentabilidade aos recursos como a água."

O secretário mostrou também algumas iniciativas brasileiras de uso racional e reutilização da água, ressaltando que é muito importante ter diretrizes, regras e padrões bem definidos para que todos saibam que a água reutilizada é segura e saudável. “Precisamos retirar a pressão sobre os recursos naturais. Temos que ser capazes de reaproveitar e, assim, poupar os nossos recursos naturais”, alertou Maranhão.

Promovida pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), com apoio do Ibram e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a oficina 'Racionalização e Reúso de Água do Setor Industrial' busca promover a gestão da oferta de água, ampliando a racionalização e o reúso.

Modelos alternativos

As tendências relacionadas ao aumento demográfico, melhoria do poder aquisitivo e maior dinamismo da economia, que promovem pressão sobre os recursos naturais, têm levado o setor produtivo a adquirir novas posturas em relação ao uso da água.

Essa situação tem conduzido muitas indústrias à busca por um outro modelo para o gerenciamento da água em seus processos, considerando novas opções e soluções que impliquem em autonomia no abastecimento de água e racionalização no seu consumo, no qual o reúso se torna não apenas uma forma de garantir seu crescimento, mas até mesmo uma questão de sobrevivência.

No entanto, existe ainda dificuldade para alavancar a prática de reúso nos diversos segmentos do setor produtivo, que possui como característica a heterogeneidade, tanto de porte, quanto de processos. Além disso, quer seja pela falta de incentivo legal, quer pela ausência de mecanismos financeiros, a prática de reúso de água não potável ainda encontra barreiras para sua implantação pelo setor industrial.
Ministério do Meio Ambiente
Fonte Ministério do Meio Ambiente 16/08/2014 ás 11h

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