Resultado das eleições no Afeganistão podem interferir na segurança da Itália

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que o resultado das eleições presidenciais afegãs, realizadas hoje, pode interferir na segurança da Itália, pois "muitas das células terroristas" em seu país "têm relações com o Afeganistão".

Em entrevista ao Il Giornale, Frattini também descartou que a Itália irá retirar as tropas militares do Afeganistão em breve e comentou que isto depende, entre outros, do resultado do pleito.

"Basta olhar o Iraque, onde fizeram ecoar as trombetas para a retirada norte-americana. Hoje mesmo (ontem, ndr.) foram registradas 100 mortes", exemplificou o ministro, esclarecendo que 2.700 soldados italianos auxiliaram na realização das eleições em Cabul.

"Se tivéssemos abandonado as urnas eleitorais, os nossos soldados não teriam detido nos últimos dias dezenas de talibãs que incentivavam o povo a não votar e, possivelmente, o dia D (das eleições, ndr.) seria retardado", afirmou o chanceler.

Hoje, cerca de 14 milhões eslegem o novo presidente do país. O fechamento das urnas deveria ocorrer às 16h locais (8h30 no horário de Brasília), contudo, a Comissão Eleitoral do Afeganistão decidiu prorrogar por uma hora a votação, sob o argumento de que havia muitas pessoas nas filas.

Nos últimos dias, o movimento radical islâmico Talibã realizou uma série de atentados no país que deixou centenas de mortos e feridos, em uma campanha contra a votação.

"Dia Crucial" para democracia

Por sua vez, a Comissão Europeia enviou uma mensagem aos afegãos, afirmando que "o dia de hoje é crucial para atingir o caminho da democracia". "Encorajamos o povo afegão a sair de casa e votar neste dia muito importante", disse um dos porta-vozes do organismo.

O atual presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, favorito para vencer o pleito de hoje, disputa o cargo com Abdullah Abdullah.

Karzai assumiu o governo interino do país após a invasão norte-americana em 2001, que derrubou o Talebã. Três anos depois, foi reeleito com 55% dos votos. Abdullah, por sua parte, foi ministro das Relações Internacionais e é candidato pela coalizão oposicionista Frente Nacional Unida.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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