Representante da ONU pede que Obama repare erro contra cubanos

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Miguel D"Escoto, pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que retifique o "erro" jurídico cometido contra cinco cubanos detidos nos Estados Unidos.

"Oxalá Deus ilumine o presidente Barack Obama para que possa corrigir toda esta injustiça e torne crível e real a mudança de política prometida em sua campanha eleitoral" no último ano, afirmou ontem o representante da ONU em seu primeiro dia de visita a Havana.

Desde que assumiu o governo, em janeiro deste ano, Obama tem se direcionado a uma política mais aberta em direção à ilha com a suspensão de restrições às viagens e ao envio de dinheiro de cubano-americanos.

D"Escoto, que é também sacerdote na Nicarágua, fez o pedido ao governante norte-americano ao reunir-se com familiares dos cinco cidadãos de Cuba condenados pela Justiça norte-americana sob a acusação de terem conspirado contra o país. Em Havana, contudo, eles são considerados "heróis antiterroristas".

Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González e René González foram presos em 1998 acusados de espionagem. Eles haviam alertado o governo cubano sobre planos organizados por grupos anti-castristas, de oposição ao então líder Fidel Castro, assentados na Flórida.

Durante a visita, D"Escoto ainda pretende se encontrar com dirigentes e autoridades locais. Ele também aproveita a ocasião para apresentar seu livro "Antiimperialismo y no violencia".

Fim do embargo

Também ontem a organização humanitária Anistia Internacional pediu o fim do embargo norte-americano contra Cuba, imposto em 1962.

"O embargo é imoral e deve ser levantado (...). Impede que milhões de cubanos se beneficiem de medicamentos vitais e equipamentos médicos essenciais", diz um comunicado da secretária-geral da AI, Irene Khan.

A entidade não governamental apresentou ontem o relatório "O embargo americano contra Cuba: seu impacto nos direitos econômicos e sociais", no qual diz que "esta é a oportunidade perfeita para que o presidente Obama se distancie das políticas fracassadas do passado".
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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