Relações Brasil-China em inglês e português

Fonte Imprensa Unicamp 08/04/2013 às 21h

Relações Brasil-China em inglês e português

A China e os Estados Unidos são hoje os países mais importantes quando o assunto é a economia. Mas a China é ainda o principal parceiro comercial do Brasil, e, embora essa relação vá além dos interesses econômicos, os investimentos chineses compõem a maior parcela dos aportes internacionais no país. Esse e outros temas são abordados no livro China & Brasil: Desafios e Oportunidades, lançado nesta segunda-feira (8) pelo Centro de Estudos Avançados (Ceav) na sala de reuniões do Gabinete da Reitoria. A obra foi organizada pelos professores Leila da Costa Ferreira e José Augusto Guilhon Albuquerque. Foi editada em português e em inglês, pensando em atingir um maior público. São cinco mil exemplares.

Trata-se de uma primeira publicação nacional feita por um centro de estudos acadêmicos sobre as relações Brasil-China. "É um testemunho do alto desempenho alcançado, em poucos anos, pelo Centro de Estudos Avançados da Unicamp", salientou o reitor da Universidade Fernando Ferreira Costa, durante solenidade de lançamento. "Fica aqui registrado o meu reconhecimento aos professores Pedro Funari, Renato Pedrosa e ao pessoal do Ceav por fazerem uma ideia inicial ser transformada numa ação concreta. Foi uma iniciativa que deu certo e que deve ter continuidade. E isso somente aconteceu graças a um trabalho árduo de um assunto que não se conhecia", reforçou Fernando Costa.

O reitor relembrou que os resultados dos estudos do Ceav estão em vários campos. Um deles é no campo do Ensino Superior, com trabalhos frutíferos e que hoje são referência, como a revista Ensino Superior, com sua versão para a internet; no campo do esporte, com estudos que em breve redundarão em publicações; e no campo das relações Brasil e China. "Não conheço uma grande universidade estrangeira, tanto nos Estados Unidos como na Europa, que não fale sobre o que vai acontecer na China. No Brasil, a Unicamp iniciou esses estudos de maneira sistematizada. Há outras ações, mas esparsas. Estas investigações são fundamentais pois os impactos na China serão sentidos no mundo todo", garantiu. "O que fizemos foi ajudar a formar as bases para esse conhecimento."

O professor Pedro Funari, responsável pelo Ceav, contou que o estudo da China reuniu mais de 50 pesquisadores, em torno de seminários quinzenais com especialistas de dentro e de fora do país. "O professor Pacheco iniciou conosco, mas nesse ínterim assumiu a Reitoria do ITA. A professora Leila da Costa fez contato com o professor da USP José Augustro Albuquerque, hoje professor "fellow" da Unicamp. O grupo teve que redirecionar o trabalho a partir de duas vertentes: os papers foram transformados em capítulos e houve inserção de pesquisadores estrangeiros. "Tivemos um pequeno prazo para compor o livro desde 2011. Mas foi um enorme prazer concluir o projeto e comercializar a obra", ressaltou Funari. "Com o apoio e boa vontade institucional, chegamos a um trabalho exitoso. Só nosso esforço individual seria insuficiente", admitiu.

Para Renato Pedrosa, coordenador do Grupo de Estudos de Ensino Superior do Ceav, esse Centro abriu um espaço importante na Unicamp que, junto com conhecimento básico, traz o 'conhecimento do dia', já que a China é de grande interesse internacional. Já o professor Albuquerque acrescentou que "o grupo rompeu o seu casulo, vai poder circular e colocar novos desafios para a universidade brasileira como um todo".

Visita chinesa

O cônsul-geral da China Sun Rongmao e a vice-consulesa Hu Ying, além de uma comitiva chinesa, foram recebidos na tarde desta segunda-feira (8) pelo reitor da Unicamp Fernando Costa e pelo coordenador-adjunto da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori) José Pissolato Filho na sala de reuniões da Pró-Reitora de Pós-Graduação. Uma delegação chinesa, composta por quatro técnicos e pelo vice-presidente da Federação Internacional, visita a Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp desde o último dia 4 para participar de um curso internacional para Formação de Técnicos em Wushu, sediado nessa faculdade.

Esse é um dos três cursos que estão se realizando mundialmente [e pela primeira vez no Continente Sul-Americano]. No mês passado, foi na Ásia. No mês que vem, acontece na Europa. Além do Brasil e da China, há representantes de outros seis países: México, Peru, Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile, cujos dirigentes serão reprodutores de conhecimento em seus países ao retornarem. São 68 participantes no curso. "A China é uma das candidatas às Olimpíadas de 2020 e por isso também tem interesse na expertise proporcionada pelo curso", pontua José Júlio Gavião, professor da FEF.

O cônsul chinês elogiou a Universidade de Campinas e o Brasil para o reitor da Unicamp. "Vim apresentar meu agradecimento ao senhor por esta oportunidade", disse. Fernando Costa agradeceu suas palavras e contou que a instituição tem noção clara da relevãncia da China para o mundo. Revelou que a Unicamp tem um grupo de estudos sobre o seu país e que incentiva o intercâmbio de alunos e professores. "Esperamos que a China seja um parceiro cultural e científico nosso. A propósito, lançamos um livro hoje sobre as relações Brasil-China ", enfatizou.

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 08/04/2013 ás 21h

Compartilhe

Relações Brasil-China em inglês e português