Reitoria visita Instituto de Biologia

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 24/08/2014 às 19h
Ideia é aproximar gestores e pesquisadores para tornar mais ágeis processos de compras de que depende a manutenção dos laboratórios da UnB.

Uma comissão da administração superior da Universidade de Brasília visitou os laboratórios do Instituto de Biologia (IB) na tarde da terça-feira (19). O grupo conheceu uma grande estrutura, montada ao longo de décadas de trabalho dos pesquisadores. Conheceu, também, um pouco das dificuldades enfrentadas por quem quer fazer ciência no Brasil.

O reitor Ivan Camargo, a vice-reitora Sônia Báo, o decano de Pesquisa e Pós-graduação, Jaime Santana, auditores, membros da Procuradoria Jurídica da UnB e servidores do setor de compras do decanato de Administração e Finanças, entre outros membros da Reitoria, foram recepcionados pela diretora do IB, Andrea Maranhão.

O grupo visitou sete dos 70 laboratórios do Instituto de Biologia: microscopia eletrônica, cristalografia, biologia molecular, interação parasita-hospedeiro, conservação de aves e herbário, além do Centro Brasileiro de Sequenciamento de Proteínas.

"É o maior herbário localizado em uma universidade brasileira", orgulha-se a diretora. "Mais de 500 mil amostras de plantas e animais estão à disposição da comunidade científica nacional e internacional."

A professora lista uma série de pesquisas desenvolvidas nesses laboratórios, como bioprospecção de drogas para diferentes doenças (Mal de Chagas, Leishmaniose, Malária, Micoses, Doenças neuro-degenerativas) e busca de novos fármacos (imunomoduladores, analgésicos, dentre outros).

O IB é uma referência nacional no estudo de biomoléculas e da biodiversidade, contribuindo para o desenvolvimento de novos produtos biotecnológicos, bem como para estudos de impactos ambientais.

“São laboratórios multiusuários”, explica a diretora. Além da Biologia, estudantes e pesquisadores dos cursos das Faculdades de Medicina, de Ciências da Saúde, do Instituto de Química e da Faculdade de Tecnologia também fazem uso intenso dos equipamentos instalados nesses e em outros laboratórios do IB. Os laboratórios também atendem pesquisadores de outras instituições do Distrito Federal e de outros centros do país.



OBSTÁCULOS – Os equipamentos dos laboratórios do Instituto de Biologia são extremamente sofisticados e foram, em sua maior parte, adquiridos por meio de editais do governo federal. Não bastasse o desafio de manter atualizados instrumentos de altíssimo valor, os grupos de pesquisa do IB enfrentam obstáculos de custeio. “A manutenção do microscópio de varredura, isoladamente, custa R$ 34 mil por ano”, explica Andrea Maranhão. “Isto se não for preciso comprar peças de reposição”, completa a diretora.

Os entraves da legislação muitas vezes atrasam esses processos, conforme relatou Jaime Santana. “As leis que regem as compras na área de Ciência e Tecnologia precisam ser revistas”, defendeu o decano.

O reitor Ivan Camargo disse que a vitalidade da universidade é perceptível. “Fiquei muito animado. Pude ver laboratórios em boas condições, cheios de pesquisadores de ponta”, comemorou. “Mas para que os estudos tenham continuidade é preciso tornar viável o custeio. Os equipamentos precisam de manutenção”, completou.

Para o auditor-substituto da UnB, Thiago Ferreira Sardinha, a experiência foi importante e irá auxiliar no planejamento de trabalhos futuros. “Conhecer a atividade-fim da instituição nos propicia pensar e analisar melhor as próximas auditorias”, aponta.

DIA A DIA – O professor José Raimundo Corrêa, responsável pelo laboratório de Microscopia Eletrônica do IB, calcula que cerca de 600 pessoas usam o espaço por ano. “Cursos são oferecidos para ensinar os usuários a operar os aparelhos de alta resolução.”

A rotina no laboratório de Cristalografia de Proteínas, muito usado para desenvolvimento de trabalhos na área de Nanobiotecnologia, não parece ser diferente. “O espaço é usado todos os dias, inclusive, por pesquisadores da Embrapa e da Católica”, conta o professor João Alexandre Gonçalves.

No laboratório de Conservação de Aves do departamento de Zoologia da UnB, o professor Miguel Ângelo Marini mostra a coleção de bichos e fala da importância de se fazer o registro histórico da biodiversidade. No local, é possível ver de perto ninhos, ovos e pássaros que foram também catalogados pelos estudiosos.

Perto dali, funciona o herbário da UnB, coordenado pela professora Cássia Munhoz, da Botânica. “O espaço tem status de museu”, conta a pesquisadora que afirma faltar infraestrutura adequada para receber os visitantes. “Também é preciso instalar o sistema digital”, diz. “É frustrante ter os recursos e não conseguir executá-los”, lamenta.





HISTÓRIA – A trajetória do Instituto de Biologia se confunde com a da própria Universidade de Brasília. A UnB foi fundada em 1962 e o IB começou a funcionar um ano depois, tendo completado 50 anos em 2013. Hoje o Instituto possui nove programas de pós-graduação e 157 professores. “Todos doutores”, diz a diretora Andrea Maranhão. Um terço deles bolsistas de produtividade do CNPq.

“O IB é um grande prestador de serviços e atende semestralmente cerca de 18 mil alunos de graduação de toda a universidade que cursam disciplinas na Biologia”, orgulha-se a professora. “Além disso, temos três cursos de graduação e dois cursos de graduação a distância, estruturados em sete departamentos diferentes”, completa.

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Secretaria de Comunicação da UnB
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 24/08/2014 ás 19h

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