Redes dos temas carvão e combustão trocam experiências em encontro

Fonte Ascom do MCTI, com informações da Setec 28/05/2012 às 10h
A Rede Nacional de Combustão (RNC) e a Rede de PD&I em Carvão Mineral (Rede Carvão), juntamente com a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), realizaram, na segunda e na terça-feiras (21 e 22), um workshop de integração. O objetivo foi incentivar a troca de experiências, a integração de redes e um aumento da colaboração entre instituições.

Nos dois dias do encontro foram apresentadas diversas pesquisas realizadas por ambas a redes em temas como limpeza de gases por plasma, modelagem e simulação de combustão em geradores de vapor e desenvolvimento de gaseificadores com diversas tecnologias e utilizando diversos combustíveis. Foram apresentadas tecnologias de uso de combustão mista com resíduos sólidos, oportunidade gerada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“É fundamental que se unam esforços de pesquisa para validar tecnologias que possibilitem o aproveitamento sustentável do carvão, que e uma riqueza nacional, tendo um potencial energético cerca de 3,5 vezes maior do que o do petróleo”, avalia a coordenadora do evento, a professora Maria Luiza Indrusiak, da Unisinos.

Na abertura do evento, o coordenador de Tecnologia e Inovação em Energia do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Eduardo Soriano, apresentou a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (Encti) e ressaltou a importância do Programa Ciência sem Fronteiras. Destacou também que, em função de o carvão minera ser um dos principais itens da pauta de importação, é estratégico para o Brasil investir em desenvolvimento de tecnologias para seu uso siderúrgico e para geração de térmica de eletricidade. Soriano, que coordena ambas as redes pelo lado do MCTI, observou que o país tem a sétima reserva mundial do mineral e que seus resíduos e rejeitos podem ser utilizados para a produção de fertilizantes, entre outros produtos de alto valor agregado.

O líder do Roadmap do Carvão Mineral, Elyas Medeiros, expôs os primeiros resultados do estudo, que apontam oportunidades para o Brasil. Segundo Elyas, do Centro de Gestão e Estudos Estratégios (CGEE), o levantamento é uma ferramenta poderosa para subsidiar políticas públicas em CT&I, mas também para políticas industriais e energéticas, na medida em que apresenta visões de médio (2022) e longo (2035) prazos e foi resultado de amplo debate nos diversos setores da sociedade. Ele comunicou que o estudo será tornado público no mês que vem.

O coordenador da Rede Carvão, Carlos Sampaio, relatou que há seis anos não existiam alunos interessados no tema, e que a primeira reunião da rede teve a participação de 25 pesquisadores. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sampaio lembrou que, em contraponto, o primeiro congresso da rede, realizado em 2011 em Gramado (RS), teve a participação de 370 pessoas, das quais grande parte eram estudantes em áreas correlatas à de carvão mineral, além de palestrantes de dez países.

As redes de pesquisa

A Rede Nacional de Combustão, criada no âmbito do MCTI em 2002, tem por objetivo promover o desenvolvimento científico e tecnológico no campo de combustão, gaseificação e outras formas de conversão. Reúne 25 instituições, entre universidades, centros de pesquisa e empresas. Já a Rede Carvão, criada em 2006, também no âmbito da pasta, tem cerca de 40 participantes e objetiva alavancar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação na produção, o uso limpo e a eficiência energética do carvão mineral com foco nas aplicações para geração de energia, siderurgia, carboquímica, fertilizantes e uso rejeitos e resíduos.

O MCTI já investiu cerca de R$ 55 milhões nas duas redes, o que inclui infraestrutura laboratorial, formação de recursos humanos, promoção da pesquisa e cooperação internacional. Nesses investimentos, destaca-se a criação de um novo centro de pesquisa – o Centro de Tecnologia do Carvão Limpo (CTCL), em Criciúma-SC, que contou com a parceria da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), da Eletrobrás e da Associação Brasileira do Carvão Mineral (ABCM), entre outras instituições.

“As tecnologias associadas à combustão estão presentes na maioria dos setores produtivos industriais e, portanto, a criação de massa crítica nessa área é fundamental para o desenvolvimento industrial nacional”, avaliou o coordenador Soriano durante a sua apresentação. Ele informou que a RNC lançará em breve mais quatro livros em áreas correlatas a combustão.

Para 2013, a Rede Carvão comunicou a realização do 4º Congresso de Brasileiro de Carvão Mineral, novamente em Gramado, e a Rede de Combustão anunciou a 4ª Escola de Combustão, em Belém.


Ascom do MCTI, com informações da Setec
Fonte Ascom do MCTI, com informações da Setec 28/05/2012 ás 10h

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