Rede Zika Unicamp

Fonte Imprensa Unicamp 15/08/2016 às h

Rede Zika Unicamp

Cientistas que integram a Rede Zika Unicamp concluíram uma importante etapa do esforço para a ampliação do conhecimento sobre o Zika Vírus e as doenças a ele relacionadas. Desde fevereiro, os pesquisadores analisaram 246 amostras de pacientes de Campinas e região que apresentaram sintomas semelhantes aos provocados pelo micro-organismo. Destes, 37% (91) deram positivo, taxa considerada dentro da normalidade pelos especialistas. Com base nas informações obtidas, o grupo partirá agora para a fase de análise de dados, com vistas ao desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, prevenção e tratamento das enfermidades associadas ao Zika.

De acordo com o professor José Luiz Modena, um dos integrantes da Rede Zika, as amostras analisadas foram coletadas pelo Hospital de Cínicas (HC) e Caism da Unicamp e por unidades de saúde da região de Campinas. Os pacientes foram divididos em três grupos. Entre os que apresentaram sintomas como febre aguda, hexantena (vermelhidão no corpo) e dores articulares, característicos da Zika, 45% deram positivo.

Já entre gestantes que tiveram quadro de febre aguda e vermelhidão na pele, 17% apresentaram amostras positivas para o Zika Vírus. O terceiro grupo foi formado por pacientes que apresentaram complicações neurológicas (Síndrome de Guillain-Barré, encefalite, mielite etc). Destes, 20% deram positivo. Segundo o professor Fábio Trindade Costa, também integrante da Rede Zika, a caracterização do banco de dados permitirá que os estudos deslanchem e gerem resultados que possam ser aplicados.

Atualmente, os cientistas dos laboratórios de Doenças Tropicais e de Estudos de Viroses Emergentes, ambos do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, estão investigando outras questões relacionadas ao Zika Vírus, como a sua patogênese. Eles querem descobrir como o micro-organismo induz o desenvolvimento de doenças. Os pesquisadores da Universidade contam com a colaboração de colegas da agência A Star, de Cingapura, que estão no Brasil.

Conforme Fábio Trindade Costa, a parceria com os cientistas estrangeiros envolve a troca de conhecimento e de tecnologias. “Temos uma cooperação com contrapartidas das duas partes, o que contribui para o enriquecimento do conhecimento em torno do tema. Essa aproximação também é importante porque pode abrir oportunidade para o intercâmbio de estudantes entre o Brasil e Cingapura”, entende.

Lisa F.P, pesquisadora sênior do A Star, afirma que a colaboração entre as duas instituições é importante porque os dois países (Cingapura é uma cidade-estado) enfrentam problemas parecidos com doenças tropicais, embora estejam localizados geograficamente distantes um do outro. De acordo com ela, a agência na qual trabalha considera a Unicamp um importante centro de pesquisa científica na América Latina. A Rede Zika Unicamp é coordenada pela pró-reitora de Pesquisa, professora Gláucia Pastore, e conta com aproximadamente 25 integrantes.

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 15/08/2016 ás h

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