Rebio de Saltinho fará nova captura de micos-de-cheiro

Fonte Comunicação ICMBio 22/04/2013 às 10h


Saltinho SaimirisBrasília  – O chefe da Reserva Biológica (Rebio) de Saltinho, Pedro Lins, confirmou para os dias 11 e 12 de maio mais uma operação de captura de micos-de-cheiro (Saimiri schiuro schiuro). A operação faz parte do processo de retirada dos animais, considerados invasores. Eles são originários da Amazônia e sua presença na reserva representa um risco para o equilíbrio do ecossistema local, uma porção de Mata Atlântica entre os municípios de Rio Formoso e Tamandaré, em Pernambuco.

Na semana passada, a Rebio, que é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), coordenou a repatriação de um grupo de oito micos-de-cheiro. Capturados há alguns meses, eles foram transportados, em avião de carreira, para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, no Amapá. Lá, depois de período de observação, serão reintroduzidos numa área de floresta amazônica, o seu habitat natural.

Os micos-de-cheiro surgiram na Rebio há mais de 20 anos. Foram soltos pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), hoje extinto, que na época administrava a reserva. Inicialmente, eram seis. Aos poucos, foram se procriando e já somam 300. O aumento vertiginoso da população gerou um problema: os micos competem com outros animais em busca de alimentos, atacam aves e outros macacos, destróem ninhos e comem os ovos e os filhotes e são predadores do pintor-verdadeiro (Tangara fastuosa), uma ave em risco de extinção que habita o local.

Transportados em caixas especiais

De acordo com relatório dos veterinários do Instituto Monã, parceiro da Rebio no projeto de repatriação, os oito micos foram transportados em caixas especiais que continham frutas e ração, equipadas com compartimentos para dejetos e travas de segurança com lacre. “Apesar de ter sido constatado um animal com alopecia (perda de pelos) na cauda, o estado geral de saúde dele era bom e, portanto, estava apto a ser transferido”, informa o documento.

Pedro Lins disse que a captura programada para maio é a última da parceria com o Instituto Monã. Ele ressaltou, no entanto, que o Instituto já submeteu o projeto à Fundação Boticário e ao Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) na tentativa de dar continuidade à ação. Por isso, segundo o chefe, a Rebio considera essa retirada como “prioritária” e dará anuência para projetos nesse sentido.

A operação de transferência dos micos-de-cheiro foi determinada pela Justiça a partir de ação civil pública encaminhada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco. Na ação, o MPF pedia que o governo federal, por meio de seus órgãos ambientais, fizesse a retirada dos animais para evitar danos ao equilíbrio ambiental da Rebio do Saltinho.

Comunicação ICMBio
Fonte Comunicação ICMBio 22/04/2013 ás 10h

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