Raupp sugere comissão mundial de cientistas para combate à pobreza

Fonte Ascom do MCTI 25/02/2013 às 11h
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, participou neste domingo (24) da abertura da 7ª Conferência da Rede Global de Academias de Ciências (IAP, sigla em inglês para Inter Academy Panel). Ele sugeriu que seja levada à Organização das Nações Unidas (ONU) uma proposta de criação da Comissão Mundial de Cientistas para o Combate à Pobreza.

 

Dentre os objetivos da comissão, listou, estariam estimular e coordenar a elaboração de projetos, globais ou regionais, de erradicação da pobreza; difundir o conhecimento científico, visando à definição de políticas públicas voltadas a esse fim; e organizar uma rede mundial de instituições científicas e cientistas para atuação no tema.

A cerimônia, no Rio de Janeiro, teve a presença do presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, e dos copresidentes da IAP, Howard Alper (Canadá) e Mohamed Hassan (Sudão). Segundo o ministro Raupp, a realização da conferência da IAP no Brasil ocorre em um momento muito propício. “O tema deste encontro coincide com as preocupações e com as ações do governo da nossa presidenta”, afirmou.

O titular do MCTI disse que, por razões várias, infelizmente o Brasil ainda tem uma parcela significativa da população em condições econômicas e sociais bastante desfavoráveis. Mas observou que esse é um quadro em mudança, em razão de ações que estão sendo realizadas pelo governo federal. “Para se ter uma dimensão das mudanças que vêm ocorrendo no Brasil, nos últimos dez anos, 40 milhões de pessoas, cerca de 20% da população, cruzaram a linha da pobreza e se tornaram classe média”, enfatizou.

A contribuição da ciência

Marco Antonio Raupp destacou o papel da ciência nesse contexto: “Se o conhecimento científico se tornou um recurso imprescindível para a geração de riqueza, e se a ciência amplia suas competências cada vez mais rapidamente, então podemos concluir que poderemos, sim, erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável com o uso da ciência”.

O ministro ressaltou que o Brasil conta hoje com um amplo e dinâmico sistema de produção científica. “Temos em atividade cerca de 270 mil pesquisadores. Pela base de dados da Thomson/ISI, em 2009, eles publicaram mais de 32 mil trabalhos em periódicos internacionais. Há no Brasil mais de 27 mil grupos de pesquisa e o país forma atualmente 12 mil doutores por ano, o dobro de dez anos atrás.” Ele informou, ainda, que os recursos destinados a pesquisa e desenvolvimento (P&D) se elevaram em 85% nos últimos dez anos.

O encontro segue até terça-feira (26), com organização da ABC. Com o tema “Ciência para erradicação da pobreza e desenvolvimento sustentável”, reunirá líderes da comunidade científica nacional e internacional. Os participantes discutirão mudanças climáticas, energia sustentável, acesso à água limpa e saneamento básico, saúde e segurança alimentar e o ensino de ciência. A intenção é debater e divulgar o comprometimento dos cientistas com a construção de um futuro no qual prevaleçam a justiça social e a sustentabilidade econômica e ambiental.

A IAP reúne 106 academias de Ciências do mundo. Seu principal objetivo é mobilizar a comunidade científica internacional para contribuir com a formulação de políticas públicas sobre temas fundamentais para a sociedade e os governos. Leia mais sobre a conferência e acesse o site do evento (em inglês).

 

 

Ascom do MCTI
Fonte Ascom do MCTI 25/02/2013 ás 11h

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