Raupp ressalta importância crescente da área de CT&I no Brasil

Fonte Ascom do MCTI 23/05/2013 às 17h
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, destacou nesta quinta-feira (23) o ganho de relevância do setor nas políticas para o desenvolvimento nacional. “De 2000 a 2013, o volume de recursos operados pelo MCTI partiu de R$ 1,1 bilhão para R$ 12,7 bilhões”, disse, ao receber correspondentes de agências internacionais de notícias.

 

Raupp lembrou que o MCTI foi um dos quatro ministérios poupados do ajuste orçamentário anunciado ontem pelo governo federal. “Saúde, Educação, Desenvolvimento Social e Ciência, Tecnologia e Inovação são as pastas que não sofreram contingenciamento neste ano. Esse histórico de investimentos e essas decisões mostram que o governo está efetivando o que declarou, ao estabelecer a política de desenvolvimento produtivo do país, o Plano Brasil Maior, que aponta ciência, tecnologia e inovação como eixos estruturantes.”

Os R$ 12,7 bilhões disponíveis em 2013 levam em conta R$ 3,4 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), R$ 5,5 bilhões operados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCTI) e R$ 3,8 bilhões para despesas de custeio e capital.

“Com o FNDCT planejamos todo o nosso investimento na infraestrutura básica da ciência. Já os R$ 5,5 bilhões operados pela Finep vêm diretamente do Tesouro Nacional, em forma de crédito para estimular empresas a investir em agregação tecnológica e inovação”, detalhou o ministro. “Estamos envolvidos com tudo isso porque as nossas responsabilidades aumentaram sobremaneira”.

Na avaliação dele, “é notável” que, a partir de 2003, o montante destinado à área entrou numa fase de crescimento. “Nem sempre foi assim no Brasil”, ponderou. “Isso significa que nos governos Lula e Dilma houve essa incorporação de ciência, tecnologia e inovação na política de desenvolvimento do país”.

Panorama

Nesta manhã, Raupp recebeu os jornalistas Eduardo Davis, da agência de notícias espanhola EFE, Eduardo Loguercio, da chinesa Xinhua, e Mario Sibaja, da norte-americana Associated Press.

O ministro traçou um panorama do setor em termos de resultados, dificuldades e desafios. A conversa se concentrou em assuntos como o Ciência sem Fronteiras, o Plano Inova Empresa e o Programa Espacial Brasileiro.

Ele enfatizou o crescimento da ciência fundamental no país. “Em 1996, publicávamos menos de 1% dos artigos científicos do mundo, mas já em 2009 alcançamos 2,69% dos periódicos indexados pela [base de dados] Thomson/ISI”, observou. “Mas o dispêndio nacional em pesquisa e desenvolvimento equivale a 1,2% do PIB [Produto Interno Bruto], enquanto a Coreia do Sul investe mais de 3,5%. Temos intenção de sair desse patamar”.

A reunião ocorreu a convite da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que agendou a conversa com a Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (Acie).

 

 

 

Ascom do MCTI
Fonte Ascom do MCTI 23/05/2013 ás 17h

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