Rádio Vaticana critica mídia italiana por ser alarmista ante a gripe A

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
A Rádio Vaticana reprovou a postura da mídia italiana na cobertura do surto da gripe A (H1N1) que afeta o país. Além disso, questionou o fato de as vacinas terem sido produzidas muito rapidamente, sem o tempo adequado de testes.

"Pode um vírus que mata menos que a gripe sazonal obrigar a profilaxias em massa e a vacinas para as quais o processo de experimentação foi abreviado, saltando algumas etapas fundamentais? Parece que sim", comentou a emissora católica, durante o programa de debates "105- Live".
 
A Rádio Vaticana também destacou que "basta prestar atenção no modo alarmante com que os meios de informação contabilizam quantas pessoas morreram pela [gripe A] H1N1, omitindo a ressalva de que, na quase totalidade dos casos, os pacientes já estavam afetados por outras graves doenças".

"Mas, gerado o medo, o jogo está feito: os cidadãos, assustados, pedem proteção, e os governos, sobre pressão, compram grandes quantidades de estoques de vacinas", pontuou o veículo.

Na Itália, 28 pessoas morreram por causa da gripe A (H1N1). A última vítima fatal da doença foi uma menina de nove anos, que faleceu hoje em um hospital da província de Campobasso, região de Molize.

Ontem à tarde, um homem de 42 anos também faleceu em um centro de saúde da mesma província. Segundo um comunicado da instituição, "no momento da internação, o paciente apresentava um quadro clínico gravemente comprometido por obesidade patológica".

Em Roma, a Procuradoria local abriu dois processos para investigar as mortes de Chantal Carleo, de 18 anos, e Maurizio Scavizzi, de 58. Os dois faleceram ontem e as famílias apresentaram denúncias de negligência médica à polícia.

As autoridades sanitárias italianas estimam que a gripe A (H1N1) tem incidência de 0,9% na população (atualmente composta por 60 milhões de habitantes). Ou seja, o número de casos semanais da doença pode chegar a 540 mil.

Ao todo, cerca de 42 mil pessoas já foram vacinadas desde 12 de outubro, quando os medicamentos começaram a ser distribuídos no país. Até o próximo fim de semana, devem ser entregues mais 2,5 milhões de doses.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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