Questões ambientais marcam o segundo dia do Accelerate Oil & Gas

Fonte Ascom Finep 17/05/2012 às 20h

Questões ambientais marcam o segundo dia do Accelerate Oil & Gas

Não se discute mais a importância da riqueza originada pelo petróleo para o Brasil, mas temos de enfrentar um dilema considerável: devemos acelerar ou não?”, indagou Jean-Paul Prates, diretor do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), que mediou o painel “Enfrentando os Desafios Ambientais”, nesta quarta (16/5), no último dia do Accelerate Oil & Gas, no Rio. A FINEP é uma das patrocinadoras do evento.

A questão proposta por Jean-Paul se refere a vários impasses que estão na pauta do dia quando se fala sobre produção de petróleo e gás e o custo ambiental que isso carrega. “Temos que definir como lidar com riscos operacionais, especialmente com a exploração plena do Pré-sal, e analisar com cuidado as potenciais ameaças à nossa matriz limpa”, afirma. Jean-Paul se referiu, ainda, aos riscos dos efeitos da chamada “Doença Holandesa” - conceito econômico que tenta explicar a aparente relação entre a exploração de recursos naturais e o declínio do setor industrial.

Prevenção, análise e gerenciamento de riscos ambientais, especialmente os relacionados à produção de petróleo e gás, foram os pontos centrais das apresentações e discussões na sessão. Jake Van den Dries, vice-presidente de HSE (Saúde, Segurança e Meio Ambiente) da Statoil Brasil, explicou como a empresa de origem norueguesa lida com tecnologias e processos para gerenciar esses riscos, como vazamentos, por exemplo. Tommy Bjorsen diretor de operações da DNV (empresa multinacional norueguesa), falou sobre a “filosofia do queijo suíço”, na qual as barreiras de segurança para se evitarem acidentes seriam as “fatias” e os erros cometidos no caminho entre um risco potencial até um acidente real representam os “buracos do queijo”. “As barreiras se referem à prevenção, detecção de problemas, o que fazer para mitigar efeitos nocivos e, num grau mais elevado, que resposta pode se dar em uma emergência”, explicou.

Marcos Alejandro Badra, diretor técnicodo Grupo Ambipar, afirma que o crescimento do setor de óleo e gás é “inevitável”, e o maior desafio para o Brasil é “vincular sustentabilidade com o crescimento, o que vai requerer ainda mais tecnologia, invocação, participação e conscientização”, disse. Segundo Marcos, anteriormente o meio ambiente era “um custo dentro da empresa, hoje é uma necessidade”. A Ambipar presta serviços de gerenciamento de resíduos, limpeza, transporte, reciclagem, além de atendimento emergencial.

A representante da FINEP, Ada Gonçalves, mostrou como a empresa vem se reestruturando com novos modelos que promovam a sustentabilidade, agenda incluída na nova Política operacional da Financiadora. “Nos últimos oito anos, a FINEP financiou cerca de 480 projetos, com valores de R$ 4,5 bilhões, direta ou indiretamente relacionados a setores verdes”, afirmou Ada. Esses projetos contemplam, na maioria dos casos, pesquisa e desenvolvimento em universidades e instituições de pesquisa, como energias limpas e agricultura sustentável, por exemplo. “Um reflexão que podemos fazer é que a questão ambiental nas empresas ainda é tímida, nossa demanda vem do setor acadêmico”, disse Ada. A FINEP é uma das apoiadoras da Rio +20, a ser realizada em junho, e contará com uma exposição de tecnologias de base sustentáveis. Além disso, este ano o Prêmio FINEP de Inovação tem uma nova categoria: Inovação Sustentável.

Esta é a primeira vez que a FINEP participa do Accelerate. Na terça, primeiro dia do evento, Maurício Alves Syrio, chefe do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da FINEP, apresentou as formas de financiamento da Financiadora, no painel “Financiamentos e Investimentos em Óleo e Gás”. A Financiadora tem longa tradição de financiamento na área de petróleo e gás e de participação em eventos do gênero, como a Rio Oil & Gas, realizada a cada dois anos. O CT-Petro, o primeiro dos 15 fundos setoriais criados para compor o orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), foi criado em 1999 e é administrado pela FINEP. O objetivo é estimular a inovação na cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural, a formação e qualificação de recursos humanos e o desenvolvimento de projetos em parceria entre empresas e universidades, instituições de ensino superior ou centros de pesquisa do País, visando o aumento da produção e da produtividade, a redução de custos e preços e a melhoria da qualidade dos produtos do setor. No site da FINEP estão disponíveis as chamadas públicas já encerradas, com os projetos aprovados.


Ascom Finep
Fonte Ascom Finep 17/05/2012 ás 20h

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