Qualidade, Sustentabilidade e Ecoeficiência

Fonte Via Pública Comunicação 13/05/2013 às 11h

*Por Adilson Munin

 

Se a pergunta inicial é: Existe um equilíbrio entre Qualidade, Sustentabilidade e Ecoeficiência? A resposta é bastante simples: Não! Ou melhor, ainda não. Na verdade o que existe hoje ainda é um desejo de solucionar as equações que possam resultar em um equilíbrio estável entre estes fatores.

 

Já podemos sentir, ainda que aquém do ideal, a preocupação quanto aos aspectos de conscientização frente à preservação do meio ambiente e a procura por soluções ecologicamente viáveis, isto é, o aproveitamento dos recursos existentes, sejam eles naturais (renováveis), dos vários tipos de energia, como a elétrica, solar e eólica, como também dos recursos artificiais (recicláveis e reciclados) pois, certamente, tais iniciativas quando adotadas corretamente farão uma diferença significativa neste balanço.

 

A adequação dos produtos, bens e serviços frente às novas exigências de ecoeficiência, sustentabilidade e meio ambiente deve passar por uma avaliação através de um minucioso estudo no sentido de que especificações sejam criadas, ou seja, normas regulamentadoras que sejam adequadas a cada setor da cadeia produtiva para que parâmetros possam ser estabelecidos, mensurados e melhorados continuamente.

 

Somente após a obtenção de um histórico de metas e resultados, sendo alcançados por diversos produtos de cada segmento é que poderemos refinar e estreitar tais parâmetros. Os benefícios obtidos com esta adequação serão observados a médio e longo prazos, porém, seguramente, serão resultados importantes na busca pelo equilíbrio da equação, com as variáveis de sustentabilidade e qualidade devidamente solucionadas. E estes benefícios terão impacto direto nos seguintes aspectos:

- Proteção do meio ambiente, dos trabalhadores e consumidores

- Utilização racional dos recursos disponíveis na manufatura de bens e na prestação de serviços

- Utilização racional dos diversos tipos de energia e também da água

- Extensão da vida útil dos produtos

- Diminuição dos impactos frente às novas legislações

- Expansão dos mercados de atuação

- Promoção de uma imagem positiva das empresas.

Além das vantagens mencionadas, é notório que, numa tendência quase natural, os produtos concebidos com estes pré-requisitos terão um desempenho diferenciado atendendo aos aspectos ecológicos, de qualidade e de sustentabilidade. Estes serão fatores decisivos no momento da definição pela opção mais viável.

Embora estes benefícios sejam reais e notórios, somente serão alcançados mediante um procedimento de organização social em todos os níveis, com o propósito da perpetuação do ser humano através do equilíbrio social e da preservação ambiental, de forma que se possa garantir que, cada vez mais, cada indivíduo faça a utilização dos recursos existentes da forma mais eficiente possível.

 

Concluindo, estamos chegando ao patamar de uma transição de suma importância quando falamos ou pensamos naquilo que passa a ter realmente importância, isto é, o tripé sustentabilidade, qualidade e ecoeficiência, que será assegurado pela habilidade em combinar desempenho econômico e ambiental e uso racional das matérias-primas e energia, minimizando os riscos de acidentes e melhorando a relação das organizações com as partes interessadas.

Devemos lembrar que as ações de gerações passadas resultaram diretamente na nossa qualidade de vida atual, tenham sido elas boas ou ruins, e que a extensão de nossas ações nos dias de hoje impactarão diretamente as gerações futuras. Essa conscientização deve ser o nosso principal objetivo enquanto estivermos presentes neste planeta.

*Adilson Munin é Gerente Comercial para o Mercado Industrial da Viapol, especializada em soluções para a impermeabilização e proteção das obras da construção.

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Fonte Via Pública Comunicação 13/05/2013 ás 11h

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