Publicação do Museu Goeldi lista 130 novas espécies da Amazônia

Fonte Ascom - MCTI 17/05/2012 às 20h
Nesta sexta-feira (1º), o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG/MCTI) lança a publicação Espécies do Milênio – Novos Animais, Plantas e Fungos, que relaciona as 130 espécies descritas entre 2000 e 2011 por seus pesquisadores. O lançamento acontece durante o evento A Biodiversidade da Amazônia no Contexto da Rio+20, no Auditório Paulo Cavalcante, quando também será lançado o projeto Censo da Biodiversidade.

O informativo apresenta as recentes descobertas na Amazônia brasileira e de outros países: são 49 espécies da flora e 81 da fauna encontradas em ambientes diversos – desde áreas pouco exploradas pelo homem às de intensa ocupação humana e sede de grandes projetos.

Segundo o coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação, Ulisses Galatti, a publicação demonstra o empenho do Museu Goeldi em inventariar e catalogar a biodiversidade amazônica: "Essas espécies descritas significam um grande esforço da instituição, dentro das especialidades da nossa atuação. Para ampliar a produção do conhecimento precisamos de um grande contingente de pesquisadores, que, apesar de todos os esforços no sentido de agregar pessoal qualificado pra trabalhar na região, ainda não temos.".

Nem todas as novas espécies foram recém-encontradas na natureza. Alguns exemplares já estavam em coleções científicas, mas catalogados como pertencentes a outras espécies. Revisões de gêneros e o uso de novas tecnologias, como a biologia molecular, permitem estudos mais detalhados, propiciando aos especialistas perceberam a ocorrência de novas espécies e fazer as necessárias correções taxonômicas.

Desde o final do século 19, as Coleções Científicas do Museu Goeldi são fonte de estudo sobre a biodiversidade amazônica recente e pretérita, e seu acervo aumenta à medida que avançam as pesquisas na região. Atualmente, existem mais de 3,5 milhões de exemplares no Herbário, na Coleção Paleontológica e nas Coleções Zoológicas.

Para Ulisses Galatti, o desenvolvimento econômico e social da Amazônia passa pelo uso racional dessa biodiversidade: "O primeiro passo pra você poder usar essa biodiversidade de forma sustentável, é você conhecê-la. Você não pode nem utilizar, nem conservar o que você não conhece".

Ascom - MCTI
Fonte Ascom - MCTI 17/05/2012 ás 20h

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