Protocolo de Montreal

Fonte Assessoria de Comunicação Legião da Boa Vontade-DF 19/11/2009 às 0h
Paiva Netto

No último 16/9, o Protocolo de Montreal completou 20 anos. Dele nasceu o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Esse assunto — que hoje inquieta não apenas os cientistas, mas também as lideranças mundiais — passa pela urgente necessidade de um processo educativo dos povos e de seus comandantes, tendo a vivência do ecumenismo como ferramenta básica. Na revista Globalização do Amor Fraterno, publicação especial da LBV para o High-Level Segment 2007, do Ecosoc (ONU), explico que quando falamos em ecumenismo, queremos dizer universalismo, fraternidade sem fronteiras, solidariedade mundial, visto que entendemos a Humanidade como uma família. E não existe uma só em que todos possuam o mesmo comportamento. Cada um é um cosmos independente, o que não implica que esses “corpos celestes” tenham de esbarrar uns nos outros. Reportamo-nos então ao ecumenismo dos corações, aquele que nos convence a não perder tempo com ódios e contendas estéreis, mas, como aconselha Jesus no Evangelho, a estender a mão aos caídos, pois se comove com a dor; tira a camisa para vestir o nu; contribui para o bálsamo curativo do que se encontra enfermo; protege os órfãos e as viúvas; sabe que a educação com espiritualidade ecumênica tornar-se-á cada vez mais fundamental para o progresso das gentes, porque ecumenismo é educação aberta à paz; para o fortalecer de uma nação (não para que domine as outras); portanto, o abrigo de um país, qualquer que o seja, e a conservação do orbe, que nos agasalha como filhos nem sempre bem-comportados. Basta lembrar o lamentável fenômeno do aquecimento global, a cada dia denunciado pelas maiores cabeças pensantes do mundo.

Aquecimento global e Rio Grande do Sul

Em entrevista ao programa Viver é Melhor, da AM 1300, emissora da Super Rede Boa Vontade de Rádio, de Porto Alegre/RS, o professor Jefferson Cardia Simões, pesquisador e geólogo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, responsável pela introdução no Brasil da ciência glaciológica (estudo da geografia das regiões polares), ao ser indagado sobre os resultados benéficos do Protocolo de Montreal no combate ao efeito estufa, comentou: “Houve um grande avanço. Conseguimos reduzir a emissão de cloro, flúor, carbono e outros gases que são danosos à camada de ozônio”.

A respeito dos trabalhos de prevenção realizados no Estado gaúcho, o também coordenador-geral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Criosfera informou que “já existe um serviço de monitoramento liderado pelo INPE — Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais — com a participação da Universidade de Santa Maria, para ver a variação de ozônio desde Natal/RN até a Antártida, e com isso se sabe mais ou menos as tendências”.

Na oportunidade, revelou que “a grande preocupação da comunidade científica é o impacto do aumento da radiação ultravioleta por causa da carência de ozônio nos microrganismos dos oceanos. É relevante chamar a atenção para o fato de que são esses microrganismos, o fitoplancto, base de nossa cadeia alimentar e grande sequestrador de carbono da atmosfera, o grande pulmão da Terra. Ou seja, se começarmos a afetá-los podemos fazer mudanças ambientais no planeta ainda não conhecidas”.

Grato, professor Jefferson, pelas suas preciosas elucidações.

Sem controle

E há quem afirme que o efeito estufa não é prejudicial. Porém, se esquecem de que os poluentes se expandem, afetando-nos desde o ventre materno. Daqui a pouco, não haverá mais onde se esconder. Como ensina o aforismo popular: “Presos, ou presas, por ter cão; ou presos, ou presas, por não ter cão”.
Contudo, ainda é possível mudarmos esse quadro, já que o irrefreável instinto de sobrevivência sempre leva o ser humano a respostas para problemas que, na maioria das vezes, ele próprio criou. Veremos o que nos trará a reunião na Dinamarca em dezembro.

Homenagem

Li com satisfação a nota “Crianças fazem homenagem, cantam e emocionam jogadores do Grêmio”, publicada no site www.globoesporte.globo.com, assinada por Alexandre Alliatti, de Porto Alegre. Relata o jornalista: “(...) Nesta quarta-feira [16.9], antes do treinamento da tarde, crianças atendidas pela LBV (Legião da Boa Vontade) foram ao gramado suplementar do Olímpico e recepcionaram os atletas com canções, placas e uma enorme dose de carinho. Os boleiros acompanharam tudo de perto, aplaudiram os pequenos torcedores e depois deram autógrafos e tiraram fotos. (...) As crianças atendidas pela LBV presentes no Olímpico nesta quarta-feira estão em situação de risco social. Elas precisam de atenção porque os pais não têm condições de cuidar delas em tempo integral. Assim, elas estudam em um turno, ficam com a LBV em outro e vão para casa à noite. A homenagem faz parte da celebração dos 106 anos de aniversário do Grêmio”.

Criança faz bem aos olhos, criança faz bem ao coração. Daí a LBV ser “o time de todas as torcidas”, no dizer do popular narrador esportivo José Carlos Araújo.
Assessoria de Comunicação Legião da Boa Vontade-DF
Fonte Assessoria de Comunicação Legião da Boa Vontade-DF 19/11/2009 ás 0h

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