Projeto Janelas Abertas busca humanização no Hospital de Clínicas

Fonte Imprensa Unicamp 18/05/2013 às 19h

Projeto Janelas Abertas busca humanização no Hospital de Clínicas

Quem não entra em um hospital com frequência dificilmente lembra da angústia de aguardar notícia de algum ente querido que vive momentos de dor ou mesmo de esperança. Nesse ambiente, nasce uma criança e morre um adulto. Nesse mesmo ambiente circulam pessoas e profissionais da saúde. Também nesse ambiente de repente abrem-se oportunidades para mudança de perspectiva. É o caso da arte penetrando as portas do hospital. Ou as janelas. Por que não?

Um projeto visual chamado Janelas Abertas, orientado pelo professor Geraldo Porto, do Instituto de Artes (IA), acaba de chegar ao HC da Unicamp. A arte é assinada pelos seus alunos Gisele Nechio e Murilo Pozzi, do quarto ano de Artes Visuais. São paineis que retratam paisagens. Estão localizados na Sala da Família, espaço pensado para familiares aguardarem informações sobre os pacientes internados, operados e em procedimentos.

A Sala da Família foi criada no ano passado e fica no segundo andar do HC, ao lado do Centro Cirúrgico (CC). Lá os alunos conceberam quatro paineis imensos. A intenção é propiciar um lugar mais acolhedor, que vai inclusive na direção do Projeto de Humanização do hospital, ao qual o HC se dedica há anos. Eles foram procurados para desenvolver uma arte para alegrar o ambiente às vezes desolador. As Janelas Abertas, segundo Gisele, representam as novas possibilidades, e as paisagens aludem-se à natureza, fórmula que é sempre bem-recebida.

Esse projeto foi estendido e já não está mais somente na Sala da Família. Foi para as dependências também do Centro Cirúrgico, onde está na Emergência, na sala de repouso dos profissionais e até no corredor. "Os paineis tiveram uma boa recepção pelo público. Vimos que é importante não só fazer arte pela arte. É preciso atingir as pessoas e atender aos objetivos de quem solicitou o trabalho", conta a aluna. De acordo com ela, foram mostradas 30 imagens para os funcionários do CC, que selecionaram dez. "Foi um trabalho conjunto. Montamos alguns exemplos. As imagens foram escolhidas. Pensamos no material. O espaço é medido e fotografado vazio. O próximo passo é executar a obra."

O pessoal do projeto agora acaba de ser procurado por funcionários da área de Pediatria da Unidade de Emergência Referenciada. Eles encomendaram adesivos, por facilitar a sua manutenção. Era preciso que o painel fosse lavável e à prova de produtos de limpeza, por isso pensou-se em paisagens sem molduras e com películas protetoras. "Parece que o nosso trabalho teve um efeito cascata. Cada hora mais pessoas se interessam", afirma Gisele. Por falar nisso, já existe uma outra demanda: da UTI-Adulto, que avalia o tipo de arte apropriada para o local. "A humanização é fundamental para eliminar a gravidade que o nome hospital encerra", constata.

Imprensa Unicamp
Fonte Imprensa Unicamp 18/05/2013 ás 19h

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