Programa da Fundepar de pré-aceleração de 'startups'

Fonte UFMG 08/07/2015 às 23h

Um aplicativo que possibilita verificar filas de espera para atendimento médico em unidades de saúde, microchip para acompanhar a localização e monitorar a saúde do animal de estimação e novo processo de produção de vidros.

Essas são das algumas inovações propostas por 27 projetos selecionados no fim do mês passado para a primeira edição do Programa Lemonade, iniciativa de pré-aceleração de empresas de base tecnológica da Fundep Participações S.A (Fundepar). Confira a lista.

A realização é da Fundep Participações S.A (Fundepar), em parceria com Sebrae MG, Techmall BH, Fapemig e Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi). O programa é apoiado pela Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT) da UFMG, pelo Núcleo UFMG de Empresas Juniores, pela Universidade Estadual de Minas Gerais (Uemg), pelo Ibmec e pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG).

Dirigido a alunos de cursos técnicos, de graduação e de pós-graduação, professores universitários, pesquisadores e demais interessados em inovação e empreendedorismo, o programa consiste em uma imersão de oito semanas contínuas de atividades. Durante o período, os participantes recebem, gratuitamente, capacitação, orientações e podem usufruir de espaços de coworking. Ao final, o Lemonade oferecerá até cinco investimentos de, no máximo, R$ 500 mil e até cinco vagas no programa de aceleração do Techmall BH.

“O intuito é que, a partir dessa estrutura, tecnologias e ideias nascidas nas universidades de Belo Horizonte possam sair do papel e se estabelecer rapidamente”, explica Ramon Dias de Azevedo, diretor da Fundepar.

Inspiração
O nome Lemonade é inspirado na cultura empreendedora norte-americana, em que a criança é estimulada a ganhar seu primeiro dólar vendendo limonada em uma banca em frente à sua casa. O objetivo é estimular a pessoa que tem uma ideia a colocá-la em prática, criar um produto novo e, assim, ter o próprio negócio.

De acordo com Aluir Dias, gestor de Captação de Novos Projetos da Fundepar, as startups no Brasil nem sempre têm o suporte necessário para se consolidar no mercado. “Existem diversas ações de empreendedorismo, mas desconectadas e desorganizadas. Sem ‘reinventar a roda’, o Lemonade pretende conectar os parceiros e desenvolver novos negócios por meio dos pilares inteligência, infraestrutura e recursos”, afirma.

Segundo o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, Leonardo Dias, o objetivo é que Minas se torne referência na área de inovação. "Uma iniciativa como o Lemonade põe em prática ações importantes para contemplar essa meta, movimentando o mercado e capacitando mais de 150 pessoas interessadas em fomentar o ecossistema de empreendedorismo mineiro", diz.

Ramon Azevedo explica que o projeto mobilizou grande número de jovens, em sua maioria estudantes com espírito empreendedor. “Foram quase 400 pessoas envolvidas nos encontros preparatórios, tendo participação direta das principais instituições de ensino da Grande BH, o que gerou número significativo de equipes multidisciplinares e interinstitucional", diz.

O evento de anúncio dos 27 projetos apoiados foi realizado no dia 30 de junho, na sede do BDMG, e contou com a participação do reitor Jaime Ramírez. Na última quinta-feira, 2, o Lemonade iniciou a formação para o desenvolvimento dos negócios propostos. As etapas focam em amadurecimento das ideias, conhecimento de mercado, estratégias de entrada, preparação financeira, precificação, projeção de fluxo de caixa, análise de mercado e dimensionamento de investimento.

As equipes passarão por seleção e, ao final, sete grupos se apresentarão em um demo day para investidores. Na oportunidade, os projetos poderão receber aporte de até R$ 500 mil e ganhar vaga no Techmall BH, uma das 10 melhores aceleradoras do país, segundo o Startup Brasil.

Fundepar
Criada pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), a Fundepar apoia empresas emergentes inovadoras, aportando recursos para estruturação de startups que geram tecnologias comercializáveis. Elas recebem capital e know-how de gestão para que o empreendimento possa seguir seu caminho de maneira independente.

A Fundep é a primeira fundação de apoio do Brasil a investir capital próprio em empreendimentos dessa natureza. Também inédito no país, o modelo de financiamento é inspirado em experiências bem-sucedidas de universidades estrangeiras.

(Assessoria de Comunicação da Fundep)

UFMG
Fonte UFMG 08/07/2015 ás 23h

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