Presidente da Costa Rica adverte prejuízos de golpe de Estado à população de Honduras

Fonte ANSA FLASH 19/11/2009 às 0h
O presidente da Costa Rica e mediador da crise política de Honduras, Oscar Arias, declarou na última quarta-feira que as pessoas responsáveis pelo golpe de Estado hondurenho estão trazendo muitos danos à população desse país.

Ontem, Arias foi o anfitrião da XI da Cúpula do Mecanismo de Diálogo e Concertação de Tuxtla, que ocorreu na província de Guanacaste e reuniu mandatários centro-americanos, além dos presidentes do México, Felipe Calderón, e da Colômbia, Álvaro Uribe.

Durante o encontro, os participantes assinaram a Declaração de Guanacaste que condenou o golpe de Estado e solicitou o resgate do sistema democrático.

No último 28 de junho, militares hondurenhos obrigaram o presidente constitucional, Manuel Zelaya, a deixar o país, dia em que o mandatário promoveria uma consulta popular para modificar a Constituição hondurenha. Na mesma data, o Congresso nomeou Roberto Micheletti para o cargo.

Em uma coletiva de imprensa ao término da cúpula de líderes centro-americanos, o representante de Zelaya, Aristides Mejíca, afirmou que a decisão de repudiar o golpe e apoiar o acordo de San José é o melhor caminho para resolver o conflito político sem derramamento de sangue.

O acordo de San José, proposto pelo presidente da Costa Rica às delegações de Zelaya e de Micheletti, prevê, entre outros pontos, o retorno imediato do mandatário destituído à presidência e a formação de um governo de conciliação.

No entanto, o Legislativo hondurenho -- amplamente favorável a Micheletti -- é contra o retorno de Zelaya e a formação de um governo de união liderado por ele.

Para o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, a Declaração de Guanancaste é mais uma pressão ao regime de facto hondurenho, que não é "reconhecido por ninguém no mundo, nem por países, nem por organizações".

"Vamos ver que efeito produz, a pressão aumenta", disse Insulza. Desde o golpe consumado no país, organizações internacionais, como OEA, ONU e União Europeia (UE) condenaram o golpe e afirmaram não reconhecer o regime de facto.

Zelaya tenta regressar ao país desde a última sexta-feira, dia em que chegou a cruzar a fronteira pela cidade nicaraguense de Las Manos e pisou pela primeira vez o solo de Honduras após ser expulso pelas autoridades locais. Depois disso, porém, voltou ao lado nicaraguense.

Para impedir que Zelaya retorne e encontre seus simpatizantes, as Forças Armadas mantêm vigente um toque de recolher na região da fronteira.
ANSA FLASH
Fonte ANSA FLASH 19/11/2009 ás 0h

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