Presidente da Câmara Legislativa destaca protagonismo da UnB

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 12/04/2013 às 8h

Presidente da Câmara Legislativa destaca protagonismo da UnB

Na penúltima reunião da Comissão UnB 50 Anos, Wasny de Roure apresenta suas memórias como estudante e debate parcerias com a Universidade.

"Quando cheguei, a Universidade de Brasília ainda respirava muita tensão". Assim o hoje presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado Wasny de Roure, iniciou o relato sobre suas lembranças como aluno da UnB, na 35.ª reunião da Comissão UnB 50 Anos, realizada na tarde desta segunda-feira (8).

Era o ano de 1970 e a Universidade de Brasília sofria intervenção direta do governo militar. "Ao mesmo tempo, o campus tinha uma concepção libertária", relembra Wasny. "Aqui as pessoas podiam se reunir por vários motivos, inclusive para tratar de assuntos alheios à universidade".

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Para o jovem Wasny, nascido em um bairro pobre de Goiânia, tudo aquilo era muito novo. Um dos aspectos da UnB que encantaram o então estudante era o fato de ele, aluno, ter que montar a própria grade de aulas.

"Eu lembro de querer me matricular em todas as disciplinas, mas isso era obviamente impossível", relatou. Wasny concluiu seu curso de economia em três anos, tendo estudado com professores como Charles Mueller e Flávio Versiani.

Para Wasny a imagem da universidade é de "libertação, de encontro com o novo, de encontro com o país". Mas seus anos como discente não foram fáceis. Emocionado, o parlamentar relembrou algumas das dificuldades que enfrentou, como o episódio em que teve que improvisar um conserto em seu velho par de sapatos para poder frequentar um curso no Itamaraty.

De antigas localizações de prédios como a Reitoria e o Restaurante Universitário aos estudos bíblicos realizados aos sábados, tudo passou em revista por Wasny de Roure, para quem a Universidade de Brasília é um laboratório do encontro de quem está no processo de aprendizado com quem tem militância na vida pública. "Este é um espaço que cabe tão somente à universidade ocupar", declarou.

Wasny vê na UnB uma credibilidade como poucas instituições têm em Brasília. "Há um esgotamento do sistema político que foi construído no nosso país, e a universidade tem esse poder de ajudar a reconstruir este modelo", afirmou o deputado. Para o presidente da Câmara Legislativa, que enxerga o crescimento do Brasil no cenário internacional, a UnB, por estar na capital da República, tem um papel importante a desempenhar.

Wasny também atribui à UnB o compromisso de participar de questões ligadas à cidade, como a promoção de seu tombamento como patrimônio cultural da humanidade. "Entendo que este é um capítulo que cabe a Universidade de Brasília se ocupar", postula. Para o presidente da Câmara Legislativa, a tarefa dos professores universitários é essencial. "Mais do que um contracheque, um espaço de pesquisa, a atividade docente é mais uma missão, de compromisso com a sociedade na qual vivemos e trabalhamos", avaliou.

O reitor Ivan Camargo concorda com a visão de Wasny de que a universidade é uma instituição que deve estar à frente. "Nós somos, pelo DNA, uma universidade de vanguarda", comentou o reitor, ao apreciar o compromisso que o deputado apontou da UnB para com a sociedade. Camargo também anunciou o lançamento da Comissão UnB.Futuro, que começa suas atividades neste mês de abril, com a missão de “propor medidas para o próximos anos da UnB”.

O professor emérito Aldo Paviani lembrou de Wasny como um aluno aplicado, daqueles que, ao término da aula, "continuava mais um pouco, para fazer perguntas".

Em seu pronunciamento, Paviani fez dois pedidos ao parlamentar: que se mantivesse firme no propósito de elevar o padrão dos deputados e dos debates lá ocorridos na Câmara Legislativa e que defendesse o tombamento de Brasília. “Construir prédios de 18 andares, como querem fazer na 901 Norte, descaracteriza totalmente a cidade", sentenciou.

De acordo com a Decana de Extensão, Thérèse Hofmann, “a UnB está sempre aberta a parcerias que promovam soluções para localidades dentro e fora do Distrito Federal”.

O Decano de Planejamento e Orçamento, Carlos Alberto Torres, exaltou a chegada de Wasny de Roure à presidência do Poder Legislativo local. "Pela primeira vez o DF tem presidente na Câmara Legislativa a altura dos sonhos que nos alimentaram para a criação de representação local", comentou o ex-parlamentar.

Para Torres, que está na UnB há 37 anos, uma das políticas de inclusão mais importantes que foram criadas em Brasília é o PAS, o Programa de Avaliação Seriada. "Minha maior fonte de auto-estima é ser membro dessa universidade", relatou o Decano aos membros da Comissão UnB 50 Anos.

Neuza Meller, diretora da UnBTV, propôs parceria entre Câmara Legislativa e UnB para viabilizar o retorno das operações da TV Distrital. O deputado Wasny apreciou positivamente a iniciativa e disse que vai dar retorno sobre o tema nas próximas semanas.

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PALAVIDA, FILMES E UnB.FUTURO - Após a participação do deputado Wasny de Roure, os membros da Comissão UnB 50 Anos ouviram relato do professor Aldo Paviani sobre o Projeto Palavida, tema de decreto do GDF, que criou Grupo de Trabalho em cooperação com a UnB, para viabilizar Espaço Cultural dedicado às crianças em parceria com instituições governamentais e não-governamentais.

Pós-graduanda na Faculdade de Arquitetura, Liz Sandoval anunciou a realização da mostra "Luz, Câmera, UnB 50 Anos em Filmes", que acontecerá entre os dias 16 e 19 de abril, à noite, no Auditório Dois Candangos e no Auditório da Faculdade de Comunicação, nas manhãs dos dias 17 e 19.

Levando em conta o anúncio do Reitor Ivan Camargo, o professor emérito Isaac Roitman detalhou a proposta de funcionamento do UnB.Futuro, batizado carinhosamente de Pensódromo. Trata-se de Comissão de pensadores que a partir de 22 de abril vai debater os rumos da UnB para os próximos anos. "O nome é uma analogia ao Beijódromo, apelido do Memorial Darcy Ribeiro", explicou Roitman. "É também uma homenagem ao fundador da UnB, que defendia que aqui fosse uma usina de ideias".

A professora Maria Luiza Ortiz, diretora do Instituto de Letras, exaltou as atividades realizadas pela Comissão UnB 50 Anos. "Os temas aqui debatidos são relevantes não apenas para a UnB ou demais universidades brasileiras, mas para as de todo o mundo", declarou.

Ortiz destacou ainda o papel do professor Fernando Oliveira Paulino à frente da coordenação executiva da Comissão. "Cada integrante desta comissão contribuiu com seu grão de areia", falou, "mas o professor Paulino soube, de forma excelente, conduzir os trabalhos do grupo".

A próxima e última reunião da Comissão acontecerá no dia 22 de abril. Neste dia serão conhecidos os resultados da Chamada Pública de Projetos (mais informações em http://www.unb50anos.com.br/index.php/component/content/article/9-noticias/382-chamada-publica-50anos2013 ), encerrando oficialmente as comemorações pelo jubileu da universidade com o lançamento da Comissão UnB.Futuro.

Mais informações sobre as atividades da Comissão UnB 50 Anos em: www.unb50anos.com.br

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Fonte Secretaria de Comunicação da UnB 12/04/2013 ás 8h

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