Preservação do meio ambiente exige conscientização

Fonte Via Pública Comunicação 25/05/2012 às 21h

*Por Antonio Luis Francisco

O dia 5 de junho foi definido pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Dia Mundial do Meio Ambiente, um tema cada vez mais recorrente no dia a dia dos governos, das empresas e das pessoas. Embora o planeta ainda sofra bastante os efeitos do desenvolvimento da humanidade, a conscientização quanto à necessidade de preservá-lo tem sido ampliada, com muitas iniciativas - pequenas ou grandes - que visam proteger o que temos de melhor: a natureza.

O Brasil, uma das economias que mais crescem no mundo, foi escolhido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) como a sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente, que terá como tema "Economia Verde: ela te inclui?", antecipando-se à realização da Conferência Mundial do Meio Ambiente - a Rio+20, que ocorrerá entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro (RJ).

A data pode ser de celebração, mas o tema nos leva à reflexão. Até que ponto se pode pensar em uma economia voltada à preservação do meio ambiente, quando milhões de pessoas não possuem acesso às condições básicas de sobrevivência? No entanto, talvez, justamente por isso, se fazem necessárias políticas que visem a adoção de modelos econômicos que prevejam o melhor atendimento da população, especialmente em infraestrutura básica, como acesso à água e serviços de saneamento.

Não por acaso, o Fórum Mundial da Água, realizado em março, na França, teve como foco a busca de soluções que melhorem a gestão deste recurso. Como resultado, foram fixadas 12 prioridades e três condições de sucesso na execução de projetos nesta área: boa governança, financiamento de água para todos e condições favoráveis de gestão.

Economia Verde: ela te inclui? Inclui a todos nós. Como sociedade, temos de fazer a nossa parte, agir de acordo com nossas possibilidades, atuarmos como cidadãos e cobrar de governos e empresas que desenvolvam projetos, produtos e serviços que aumentem a qualidade de vida das pessoas, sem que isso signifique danos ambientais.

Não é pequeno o percentual de pessoas que não contam com acesso à água potável e o nível de desperdício daqueles que o possuem é significativo na mesma proporção. Alguns hábitos são velhos conhecidos da população e ainda recorrentes, como escovar os dentes com a torneira aberta e outros maus costumes.

Porém, conforme dados da Agência Nacional da Água e do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, destaca-se também o desperdício na agricultura, que chega a 50% dos recursos hídricos consumidos; nas indústrias, que ainda pouco reutilizam a água de seus processos; e nas cidades, que perdem em torno de 40% da água em suas redes mal conservadas.

São questões que passam, também, pelo acesso à educação - e educação de qualidade -, que vise ao desenvolvimento intelectual e à formação do cidadão. A população consciente tem muito mais chances de reconhecer e optar pelo melhor para si e para os outros. Pessoas preparadas têm condições de identificar as empresas que respeitam o meio ambiente e os produtos que podem favorecer a preservação do meio ambiente como um todo.

São iniciativas neste sentido que esperamos que sejam concebidas no Dia Mundial do Meio Ambiente e na Rio+20, com o engajamento de todos os países participantes, especialmente do Brasil, que tem muitos desafios a superar e uma grande oportunidade para fazê-lo tendo em vista o bom momento econômico pelo qual tem passado.

* Antonio Luis Francisco é Diretor da JactoClean, empresa do Grupo Jacto, referência nacional em equipamentos para serviços de limpeza.

Via Pública Comunicação
Fonte Via Pública Comunicação 25/05/2012 ás 21h

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