Prefeito de Caracas fala com senadores no dia 22 sobre adesão da Venezuela ao Mercosul

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
Às vésperas de o Senado definir se a Venezuela será integrada ao Mercosul, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Casa vai ouvir o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, sobre o assunto, no próximo dia 22. Opositor do presidente venezuelano, Hugo Chávez, Ledezma, que sempre foi contrário à adesão de seu país ao bloco econômico, mudou de posição nos últimos dias.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado é um dos últimos obstáculos ao protocolo de adesão da Venezuela ao bloco econômico. Para os senadores, é fundamental saber o que fez o prefeito assumir outra posição sobre o assunto.

“É um elemento novo e que provoca discussão e análise. Negociamos para que ele viesse o mais rápido possível participar da audiência na comissão”, disse o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Uma semana depois de ouvir Ledezma, no dia 29, os senadores votarão o relatório que definirá sobre a participação da Venezuela no Mercosul.

O convite para Ledezma foi feito na semana passada, depois que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) levou à comissão a cópia de uma entrevista concedida pelo prefeito à imprensa venezuelana defendendo o ingresso de seu país no Mercosul. A reação do prefeito pegou os senadores de surpresa. É que, em maio, ele enviou documento ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), pedindo o veto à entrada da Venezuela no bloco.

Na ocasião, Ledezma disse que a adesão da Venezuela abriria um grave precedente, uma vez que o governo de Hugo Chávez tem características antidemocráticas. “[É um governo de] ações que demonstra uma escalada autoritária que não crê nos princípios de mercado, de processo de integração, e que insulta o Senado brasileiro chamando seus integrantes de "papagaios do Império Americano" por não se dobrarem ao seu propósito”, afirmou ele no documento.

A proposta de integração da Venezuela aguarda votação, no dia 29. No relatório do senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE), a recomendação é de veto. Mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PSDB-RR), vai apresentar um voto em separado (espécie de relatório paralelo) no qual defende a adesão da Venezuela.

No último dia 1º, Tasso apresentou seu relatório com críticas políticas e técnicas. Para ele, os aspectos positivos sobre a possível participação do país vizinho no bloco são insuficientes. O assunto gera divergências entre os parlamentares e por isso houve um pedido coletivo de vista do relatório (mais prazo para análise).

Se rejeitado, o relatório de Tarso será arquivado. Porém, caso seja aprovada a adesão da Venezuela ao Mercosul (relatório que deve apresentado em voto em separado), a proposta seguirá para apreciação e votação do plenário do Senado.
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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