Porta-voz diz que viagem de Uribe à América do Sul está sendo "positiva"

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A viagem impulsionada pelo presidente colombiano, Álvaro Uribe, à América do Sul, com o objetivo de explicar o uso de bases locais pelos Estados Unidos, foi "construtiva" e "oportuna", disse o porta-voz da Presidência, César Mauricio Velásquez.

"Foi um encontro construtivo, importante, foi uma viagem oportuna, cheia de grandes experiências. Para a Colômbia, para o governo, para o povo colombiano, é muito importante esta projeção nestes momentos", afirmou o representante da Casa de Nariño à rádio Caracol, em Montevidéu, onde o presidente esteve esta manhã.

Uribe iniciou na última terça-feira a sua "turnê muda" -- nome dado pelo governo colombiano, já que o presidente não divulgará o conteúdo das reuniões no momento das visitas -- com o objetivo de passar por sete países da região para esclarecer detalhes do acordo que está em negociação com os Estados Unidos, que prevê o envio de militares norte-americanos a bases colombianas.

A primeira nação visitada foi o Peru, onde o mandatário recebeu apoio de seu par Alan García. Na Bolívia, segunda escala de Uribe, Evo Morales explicou os motivos de seu repúdio à instalação do envio de militares estrangeiros à região.

Ontem, Uribe se reuniu com as presidentes do Chile, Michelle Bachelet, e da Argentina, Cristina Kirchner. A primeira ratificou seu respeito à soberania da Colômbia, enquanto a segunda expressou sua contrariedade ao acordo que poderá ser firmado com os EUA, que não colaborarão para a diminuição dos conflitos no país.

O paraguaio Fernando Lugo, com quem o colombiano teve ontem o último encontro do dia, também expressou seu respeito à Colômbia, contudo, disse que tal acordo não deve desestabilizar a região.

Hoje, após a breve visita ao presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, o chefe de Governo colombiano viajou ao Brasil, um dos países que também já anunciou ser contra a iniciativa. O encontro com Lula está previsto para esta tarde.

Equador, Venezuela e Cuba, outras das nações que repudiam tal acordo, não estão incluídas na agenda. Velásquez confirmou hoje que Uribe também não irá a Quito na próxima segunda-feira para a reunião da União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

"A posição da Colômbia se mantém e acredito que a viagem foi positiva. Isso de vir e ter encontros diretos com os presidentes, ter esse cara a cara é muito importante", afirmou.

O porta-voz disse também que Uribe "entregará a todos os colombianos" um "resumo" e as "conclusões específicas e gerais" do que foi o giro.

Tanto Uribe quanto os Estados Unidos afirmam que as negociações são uma extensão do Plano Colômbia, firmado entre as duas nações em 2000 e que previa a ajuda do governo norte-americano às ações contra o narcotráfico e contra a guerrilha na Colômbia.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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