Políticos se pronunciam contra decisão de Corte sobre crucifixos na Itália

Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 às 0h
A decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos contra a exposição de símbolos religiosos em escolas italianas causou indignação de autoridades locais, como o prefeito de Roma, Gianni Alemanno, que disse que essa é uma "ofensa à cultura" do povo italiano.

"Cria um problema ao povo italiano e é também uma ofensa à sua cultura", comentou o prefeito, destacando estar seguro de que o governo do país "promoverá todas as iniciativas para que a sentença seja revisada".

Ontem o órgão do Conselho da Europa anunciou que a Itália terá que pagar uma indenização por danos morais à italiana de origem finlandesa Soile Lautsi, que havia pedido à direção da escola onde estudam seus filhos a retirada de crucifixos e demais objetos religiosos das salas de aula.

O Tribunal entendeu que símbolos religiosos em instituições de ensino constituem "uma violação [dos direitos] dos pais em educar aos filhos segundo as próprias convicções" e uma "violação à liberdade de religião dos alunos".

Por sua vez, Roberto Dipiazza, prefeito de Trieste, localidade da região de Friuli-Venezia Giulia, disse que enquanto ele estiver à frente do município, "nenhum crucifixo será removido de nenhuma escola pública, nem dos escritórios municipais".

"A retirada de nossos valores não pode ser adotada como forma de respeito aos seguidores de uma outra religião. Até a prova contrária, quem vier de fora que deve se adequar às nossas regras e respeitar os símbolos da nossa fé", ratificou.

A Itália é um dos países com maior número de católicos, em que mais de 96% dos cristãos do país -- cerca de 80% da população -- se definem católicos apostólicos romanos. Também é o país que abriga o Estado do Vaticano.
Ansa Flash.
Fonte Ansa Flash. 19/11/2009 ás 0h

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