Polícia prende suspeito de ter participado de "voos da morte"

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A polícia argentina deteve hoje mais um acusado de participar dos "voos da morte", nos quais presos políticos eram lançados no mar a partir de aviões em movimento durante a ditadura militar do país (1976-1983).

O acusado foi interrogado pelo juiz federal Sergio Torres. Segundo agência argentina Télam, fontes disseram que trata-se do ex-capitão do Exército Emir Sisul Hess, preso na última quarta-feira na cidade de Bariloche, ao sul do país.

Na semana passada, a polícia espanhola prendeu em Valencia o ex-militar argentino Juan Alberto Poch, também sob acusações de realizar os "voos da morte".

A Audiência Nacional (a mais alta corte da Espanha) emitiu a ordem de prisão a partir de uma solicitação da Justiça argentina, de acordo com informações do jornal El Mundo.

Poch estava trabalhando na companhia aérea holandesa Transvia, que pertence ao grupo Air France-KLM. Ele foi detido no aeroporto de Manises enquanto comandava um avião que iria para Amsterdã.

De acordo com o governo do país sul-americano, mais de 11 mil pessoas foram mortas ou desapareceram nos chamados "voos da morte", em que os prisioneiros eram lançados amarrados a blocos de cimento.

Em 2005, durante o governo de Néstor Kirchner, a Corte Suprema de Justiça da Argentina revogou a anistia que protegia centenas de pessoas que participaram da ditadura militar.

No total, calcula-se que nos sete anos da ditadura militar argentina mais de 30 mil homens e mulheres tenham morrido e outros 8 mil continuem desaparecidos.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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