Plano de ação de 2013 a 2022 para a ciência antártica brasileira

Fonte Ascom di MCTI 24/04/2013 às 20h
 
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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) abriu prazo até 24 de maio para receber sugestões ao plano de ação de 2013 a 2022 para a ciência antártica brasileira.

 

Encomendado pela pasta a um grupo de pesquisadores, o documento propõe a criação de cinco programas que explorem conexões entre o continente gelado e a América do Sul. As novas diretrizes também buscam aumentar o protagonismo nacional no Sistema do Tratado Antártico.

Apresentado ao Comitê Nacional de Pesquisas Antárticas (Conapa) em reunião no início de março, o plano absorveu sugestões do colegiado, como a período de ações projetadas, que passou de cinco para dez anos. Interessados em contribuir devem preencher o formulário da consulta pública e enviá-lo para o e-mail proantar@mct.gov.br.

A Coordenação para Mar e Antártica do MCTI deve consolidar o documento para então submetê-lo à aprovação de integrantes do Conapa, do secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento, Carlos Nobre, e, por último, do ministro Marco Antonio Raupp.

Eixos

Guiado por orientações do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (Scar, na sigla em inglês), o plano propõe programas em cinco áreas integradas:

1) Interações gelo-atmosfera, a respeito do papel da criosfera (superfície terrestre coberta por gelo ou neve) no clima do Hemisfério Sul e da evolução dos processos biogeoquímicos ao longo dos últimos dois mil anos.

2) Efeitos das mudanças climáticas na biocomplexidade dos ecossistemas antárticos e suas conexões com a América do Sul, com ênfase na origem, na evolução e na distribuição da biodiversidade no continente gelado.

3) Vulnerabilidade e mudanças climáticas no oceano Austral, com base nos processos físicos e biogeoquímicos associados às variações na circulação das águas e sua interação com o gelo marinho e as plataformas de gelo que possam ter impacto no clima continental e oceânico.

4) Papel da Antártica na ruptura do Gondwana e na abertura do oceano Atlântico Sul, a partir de estudos sobre o oceano Austral, visando ao entendimento da sua influência passada e atual sobre a margem continental e os recursos petrolíferos do território nacional.

5) Dinâmica da alta atmosfera na Antártica e seus impactos na redução do ozônio estratosférico no clima do Polo Sul e em ecossistemas associados.

O documento recomenda atenção a novas fronteiras de pesquisa, como astronomia no platô antártico, biodiversidade em condições extremas e ciências sociais – arqueologia, sociologia da ciência e geopolítica. Outra frente de pesquisa sugerida estudaria conexões com o Polo Norte.

O plano também aponta para as necessidades de formação de especialistas antárticos e sua posterior absorção no sistema de ensino e pesquisa nacional.

 

Ascom di MCTI
Fonte Ascom di MCTI 24/04/2013 ás 20h

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