Petrobras vai construir Centro de Excelência para a Indústria Naval no Brasil

Fonte Agência Petrobras 11/05/2013 às 19h

Os planos para a construção de um centro de excelência para a indústria naval no Brasil foram o destaque da apresentação realizada pelo assessor da presidência da Petrobras para Conteúdo Local e coordenador executivo do Prominp, Paulo Alonso, durante evento promovido pela Câmara de Comércio Brasil – Texas (Bratecc), que aconteceu hoje (08/05) em Houston, nos Estados Unidos, em evento paralelo à Offshore Technology Conference (OTC).

Segundo Paulo Alonso o maior desafio hoje para alavancar o pré sal é a indústria naval e os estaleiros. “O slogan da NASA cabe bem nesta situação ‘Falhar não é uma opção’. Estamos trabalhando junto com os estaleiros para que possamos atender a demanda e manter a agenda definida em nosso Plano de Negócios, eles não podem falhar. Os desafios são muitos para alcançar um benchmark no setor da construção naval e para isso seria absolutamente essencial a parceria com empresas internacionais e universidades.”, concluiu o executivo.

Hoje a média de conteúdo local nas operações de exploração e produção da Petrobras fica entre 55% e 65%. “Para os outros 35% precisamos do apoio das empresas internacionais para conseguir desenvolver nossos projetos, entendemos que a associação com empresas internacionais é a melhor solução para solucionar os gargalos tecnológicos, além do trabalho feito em parceria com universidades para alcançar resultados a longo prazo”.

Paulo Alonso ressaltou o crescimento da demanda de bens e serviços para a indústria naval nos próximos cinco anos. “Todas as contratações da Petrobras são baseadas em padrões internacionais, então sabemos quanto vai custar cada equipamento e serviços dentro do projeto”.

O executivo também destacou a política de conteúdo local da Petrobras e o Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural) bem como a importância do crescimento da indústria naval brasileira. “Enquanto a produção de petróleo e gás continua crescendo com o desenvolvimento do pré-sal, as oportunidades de investimentos e parcerias no setor vão continuar a crescer para investidores de toda a cadeia de petróleo. Por conta das operações no pré sal e pela magnitude do plano de negócios da Petrobras, as perspectivas e particularidades da exploração e produção em águas profundas, não podemos usar equipamentos prontos, precisamos desenvolver tecnologia de ponta e os equipamentos para atender essa demanda”, afirmou.

“As empresas internacionais interessadas em se estabelecer no Brasil são bem-vindas e poderão trabalhar em parceria com empresas brasileiras ou mesmo sozinhas”, concluiu Paulo Alonso.

Outro destaque foi a apresentação realizada por Bráulio Bastos, gerente executivo de de Engenharia para Empreendimentos de Exploração e Produção, que detalhou o Plano de Negócios da empresa, ressaltando a previsão de crescimento da curva de produção nos próximos sete anos por conta de novas unidades de produção. “Esse crescimento está ligado à qualidade das oportunidades de investimentos e a Petrobras tem muitas vantagens estratégicas como, por exemplo, o crescimento do mercado e da indústria do petróleo como um todo, proximidade das áreas de produção e a base de infraestrutura que já existe no Brasil, além da vantagem de sermos uma companhia integrada de petróleo”.

O evento também contou com a presença de Cláudio Nunes, presidente recém eleito das operações da Petrobras nos Estados Unidos e da Bratecc, bem como com a diretora geral da ANP, Magda Chambriard.


Oportunidades de negócios - No dia anterior, Paulo Alonso também participou de um café da manhã promovido pelo jornal Financial Times e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Eventos (APEX), em conjunto com Ronaldo Martins, gerente de gestão de relacionamentos da área de suprimentos da Petrobras. O tema foi as oportunidades de negócios na cadeia de produção no Brasil e os desafios do mercado de petróleo e gás.

Martins ressaltou que a Petrobras começou a ter mais foco na indústria brasileira e na expansão do conteúdo local de bens e serviços a partir da década de 60, quando passou a substituir parte dos materiais que eram importados.

O executivo também destacou as oportunidades geradas pelo Plano de Negócios da Companhia: “Essas empresas devem entender nossas necessidades, entender como fazemos negócios, os requisitos técnicos, o ambiente que envolve esses requisitos e a estratégia de suprimentos que estamos traçando para nossos maiores fornecedores”, afirmou.

Na ocasião, Ronaldo Martins também destacou o portfólio robusto da Petrobras, atípico na situação econômica atual: "O mercado tem grandes oportunidades para as empresas fornecedoras de bens e serviços que já estão instaladas no Brasil e também para as que estão interessadas em se instalar no país. Para desenvolver o nosso portfólio, estamos buscando estabelecer parcerias e negócios concretos de longa duração com empresas que querem investir no Brasil”, concluiu o executivo.

 

Agência Petrobras
Fonte Agência Petrobras 11/05/2013 ás 19h

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