Pesquisadores do DF recebem R$ 5,6 milhões em recursos da FAP-DF

Fonte Secretaria de Comunicação da UnB - Foto: Emília Silberstein/UnB Agência 09/03/2013 às 20h

Pesquisadores do DF recebem R$ 5,6 milhões em recursos da FAP-DF

UnB tem 18 projetos beneficiados. Governo do Distrito Federal assume compromisso de intensificar investimentos.

A produção científica da Universidade de Brasília e de outras instituições sediadas na capital federal recebeu novo fôlego nesta quarta-feira, 6 de março. A Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) formalizou a liberação de R$ 5,6 milhões para 29 projetos de pesquisa, 18 dos quais desenvolvidos na UnB.Os termos de outorga e concessão de 11 desses projetos foram assinados no Salão de Atos da Reitoria sob o olhar de expectativas de pesquisadores. Os recursos beneficiam projetos inscritos em edital de 2010 da Rede Centro-Oeste de Pós-Graduação. Leia mais aqui. O compromisso do governo local é de que os aportes sejam elevados nos próximos anos.

“Esse apoio é de suma importância para o desenvolvimento de nossas pesquisas”, afirma o professor e pesquisador do Departamento de Biologia Celular (CEL/IB) Edivaldo Ximenes. O grupo de pesquisa integrado pelo cientista atua na área de biologia molecular e vai receber o aporte de R$ 91 mil. “Esse recursos serão investidos na compra de reagentes, em viagens, na participação em congressos e na aquisição de equipamentos”, explicou. Ele estima que a verba seja empregada ao longo dos próximos três anos.

Envolvida em pesquisa que utiliza anticorpos humanos na formulação de um soro antiofídico contra o veneno de jararacas, a também professora do CEL/IB Andrea Maranhão assinou termo de outorga para que seu grupo receba R$ 128 mil. “Somada à verba que foi concedida pelo CNPq, esses recursos serão importantes para aquisição de material de consumo e equipamento”, avaliou.

O reitor Ivan Camargo ressaltou a importância da retomada do apoio da FAP-DF e comentou o processo de reestruturação da fundação, investigada nos últimos anos por suspeitas de fraudes e irregularidades em contratos. “Temos (em Brasília) a maior concentração de pesquisadores por habitante do Brasil. Precisamos usar nossa força para garantir uma mudança institucional. Tenho a impressão de que é preciso mudar as regras para dar mais autonomia e perspectiva de regularidade nas ações da FAP nos próximos anos”, disse.

A Embrapa e a Universidade Católica de Brasília, que esteve representada no encontro para assinatura de documentos por seu reitor, Ricardo Mariz, são as outras instituições que garantiram verbas da FAP-DF para este ano. A fundação é vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia do DF.

MAIS RECURSOS – O orçamento da FAP-DF para 2013 é de R$ 80 milhões, o que representa 0,5% da receita corrente líquida do Distrito Federal. O presidente da fundação de apoio, Alexandre Gouveia, trabalha em articulação com a Câmara Legislativa do DF para que os recursos do ano que vem cheguem a R$ 210 milhões, o que representaria 1,25% da receita. “Apresentei em dezembro do ano passado uma proposta de orçamento”, disse Gouveia, que assumiu a FAP há cinco meses.

“A FAP-DF fez 20 anos em 2012. Nós vamos fazer um planejamento estratégico para os próximos 20. Além do simbolismo de se pensar em uma geração inteira, vamos ser a primeira unidade da federação a fazer isso com o apoio da Unesco”, disse Gouveia sobre as intenções de garantir credibilidade às atividades da fundação. “Isso vai garantir transparência e operacionalidade no desenvolvimento institucional”.

Presente no Salão de Atos, o deputado distrital Israel Batista classificou como “conquistas importantes” os recursos já liberados e disse estar engajado para a ampliação do orçamento da FAP. “O desenvolvimento das pesquisas precisa desses investimentos”, disse ele, que é membro da Comissão de Educação, Saúde e Cultura da Câmara Legislativa.

Decano de Pes quisa e Pós-Graduação da UnB, o professor Jaime Santana disse que o desejo dos pesquisadores é o de que “a FAP-DF funcione bem para todas as áreas de conhecimento”. Segundo ele, para garantir o andamento adequado da fundação é preciso aumentar a vigilância no controle dos recursos. “Também temos que institucionalizá-la melhor para diminuir as influências políticas”, ponderou. A opinião é compartilhada pelo antecessor de Santana, o professor Isaac Roitman. “Precisamos que as expectativas criadas com uma nova FAP sejam convertidas em realidade”, disse.

O papel de fiscalizar e de contribuir para o bom andamento da FAP-DF também é atribuição da Associação de Pesquisadores, Empresários e Gestores em Ciência e Tecnologia do Distrito Federal (APEG-DF). O órgão presidido pela professora do Instituto de Biologia Maria Sueli Felipe Soares foi instituído no ano passado com a intenção de fortalecer e aproximar quem promove ciência na região. “O funcionamento adequado da FAP-DF é absolutamente vital”, avaliou.

 

Secretaria de Comunicação da UnB - Foto: Emília Silberstein/UnB Agência
Fonte Secretaria de Comunicação da UnB - Foto: Emília Silberstein/UnB Agência 09/03/2013 ás 20h

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