Pesquisadores atentam para a importância de áreas úmidas

Fonte Ascom do Inpa 28/03/2013 às 9h

Cientistas brasileiros se reuniram para escrever o documento Definição e Classificação das Áreas Úmidas (AUs) Brasileiras: Base Científica para uma Nova Política de Proteção e Manejo Sustentável, que visa definir o conceito de áreas úmidas brasileiras, alertar para as ameaças que esses locais vêm sofrendo, além de servir como fonte de discussões sobre o assunto.

 

Três pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) participaram da elaboração do estudo. São eles: a vice coordenadora do INCT Adapta, Maria Teresa Piedade; Jochen Schögart e Florian Wittmann, pesquisadores do Instituto Max-Planck de Química de Maiz, sediados no Inpa; e o pesquisador-colaborador do instituto Wolfgang Junk, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Áreas Úmidas (Inau).

Segundo o documento, as áreas úmidas podem ser definidas como ecossistemas na interface entre ambientes terrestres e aquáticos, continentais ou costeiros, naturais ou artificiais, permanentemente ou periodicamente inundados por águas rasas ou com solos encharcados, doces, salobras ou salgadas, com comunidades de plantas e animais adaptadas à sua dinâmica hídrica. No Amazonas, as áreas de várzea e igapós são exemplos.

Tendo como maior ameaça a falta de uma legislação específica que regule a sua proteção, as áreas úmidas estão sendo extintas e merecem atenção para a preservação e um consenso para o uso de forma sustentável. “O ideal seria que houvesse uma definição do uso e posse das áreas úmidas em nível federal, para que todos os estados pudessem se configurar a essas normas, além de introduzir a importância e os conceitos ligados a esses ambientes junto à sociedade por meio de uma efetiva educação ambiental”, ressaltou Maria Teresa.

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Ascom do Inpa
Fonte Ascom do Inpa 28/03/2013 ás 9h

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