Pesquisadores analisam dados da biodiversidade marinha recifal do Brasil

Fonte Agência gestão CT&I de Notícias* 19/05/2013 às 18h

Pesquisadores analisam dados da biodiversidade marinha recifal do Brasil

Pesquisadores se reúnem em Florianópolis (SC) para avaliar os dados do mais amplo levantamento da biodiversidade marinha recifal do Brasil. O evento, que ocorre neste sábado (18) e domingo (19), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), também vai definir a conclusão dos trabalhos do projeto Rede Sisbiota-Mar, previsto para ser divulgado em abril de 2014.

O sisbiota-mar é formado por três grandes projetos que estudam a ecologia, evolução e química marinha. Um dos estudos da rede é o mapeamento de potenciais áreas para criação de unidades de conservação no território marinho. Hoje, o Brasil detém 3,6 milhões de quilômetros quadrados em área oceânica, dos quais apenas 2% são destinados a unidades de conservação. O País está pleiteando junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a expansão desse território para 4,5 milhões de quilômetros quadrados, a chamada Amazônia Azul.

Desde 2001, época em que o projeto começou, especialistas percorrem os mares brasileiros compilando um banco de imagens com mais de 10 mil fotografias. "Estamos na reta final. Agora é analisar os dados coletados nas diversas expedições", explica o professor da UFSC Sergio Floeter, coordenador-geral da Rede.

A equipe já esteve no Parcel Manuel Luis (MA), Ceará (CE), Atol das Rocas (RN), Fernando de Noronha (PE), Barreirinhas e Maracajaú (RN), Maragogi (AL), Tamandaré (PE), Baía de Todos os Santos (BA), Guarapari (ES), Ilha da Trindade (ES), Arraial do Cabo (RJ), Ilhabela (SP) e Ilhas de Santa Catarina (SC).

Sisbiota-mar

O projeto ecologia pesquisa os padrões processos ecológicos da biodiversidade marinha. O evolução busca explicar os padrões e processos evolutivos da biodiversidade ao longo do espaço e do tempo. E o química marinha investiga as relações ecológicas, como a ação de predadores, do ponto de vista químico.

O projeto tem apoio de R$937.000,00 do CNPq e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), além de parcerias com a Fundação SOS Mata Atlântica e ICMBio, ambas do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Administrado na UFSC, o projeto envolve pesquisadores de outras sete instituições: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

*(Com informações da Fapesc)

Agência gestão CT&I de Notícias*
Fonte Agência gestão CT&I de Notícias* 19/05/2013 ás 18h

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