Pesquisa revela que maioria dos italianos morre em consequência do estresse

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A maioria dos italianos (70%) morre em decorrência de doenças causadas pelo estresse, é o que revela uma pesquisa feita pelo Departamento de Estudos Clínicos da Universidade La Sapienza de Roma.

O estudo foi feito em colaboração com a Associação Italiana Contra o Estresse e o Envelhecimento Celular (AISIC) e foi apresentado hoje no Conselho Nacional de Pesquisa de Roma.

A AISIC explicou que as doenças geradas pelo estresse são crônico-degenerativas e incluem patologias cardiovasculares, tumores, broncopneumonia obstrutiva crônica, cirrose hepática e males intestinais, que juntas constituem 70% das causas de morte entre italianos.

Os dados vão ao encontro do alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS), segundo o qual em 2020 os tumores e a broncopneumonia obstrutiva crônica serão o terceiro maior motivo de óbitos.

O estresse também causa hipertensão -- doença que atinge 25% da população italiana (cerca de 15 milhões de pessoas) e 80% dos maiores de 65 anos.

Outra enfermidade apontada é a depressão, também consequente do estresse e que atinge de 15% a 20% dos italianos. Destes, somente 18% recebem tratamento apropriado -- de cada dez pacientes, seis não são diagnosticados corretamente pelos médicos.

O estresse também é uma possível causa de ansiedade, desajuste social, alcoolismo e abuso de remédios. Na ocasião da divulgação do estudo, o presidente da Ordem dos Médicos de Roma, Mario Falconi, propôs a criação de uma comissão permanente sobre o estresse.

A pesquisa também citou que um a cada três italianos é ansioso, e um a cada cinco vai ao psiquiatra. Além disso, 12,5 milhões de cidadãos usam ansiolíticos e 14% da população sofrem de distúrbios do sono.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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