Pesquisa FAPESP recebe prêmios de reportagem

Fonte Revista Pesquisa FAPESP 19/08/2014 às 10h
Quando um jornalista faz um bom trabalho sobre a Mata Atlântica, logo pensa no prêmio promovido desde 1999 pela Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, com apoio da Bradesco Seguros.

E é esse mesmo o objetivo, segundo Marcia Hirota, diretora da SOS Mata Atlântica (organização que integra a aliança junto com o Programa Brasil da Conservação Internacional): estimular a produção de reportagens sobre essa floresta tipicamente brasileira.

Este ano, a revista Pesquisa FAPESP teve destaque na premiação, com duas reportagens nas primeiras colocações. A cerimônia de premiação ocorreu em São Paulo no dia 14 de agosto.

O primeiro prêmio foi para Carlos Fioravanti com Os círculos do tempo. O jornalista viajou para a Estação Ecológica dos Caetetus, no interior paulista, para acompanhar o trabalho do biólogo Gregório Ceccantini, da Universidade de São Paulo (USP), com árvores como a peroba-rosa. O estudo dos troncos tem permitido aos pesquisadores detectar variações climáticas ao longo do tempo de vida dessas imponentes plantas, que podem durar séculos.

Em segundo lugar ficou a reportagem Voo direto, de Francisco Bicudo e Maria Guimarães. Por meio do estudo de espécies aparentadas de aves, o biólogo Henrique Batalha-Filho, que fez o trabalho enquanto integrava a equipe de Cristina Miyaki, na USP, revela relações profundas entre a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Em terceiro, ficou a matéria Tesouro enterrado, de André Gomes Julião, da Revista Unesp Ciência.

Nesta 13ª edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica foram inscritas 141 reportagens nas três categorias – revista, jornal e televisão. Na categoria jornal impresso, os vencedores foram Daniela Chiaretti, do Valor Econômico; Giovana Girardi, de O Estado de S. Paulo; e Katia Brebatti, da Gazeta do Povo, do Paraná.

Já na categoria televisão ganharam Silvia Regina Martinez, da Rede TV!; André Trigueiro, da GloboNews; e Mariene Pádua, da TV Cultura.

O vice-presidente da Conservação Internacional do Brasil, Rodrigo Medeiros, declarou que a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, organizadora do prêmio, está em sua adolescência, com 15 anos. A ideia é que chegue à idade adulta continuando a contribuir para divulgar a importância desse bioma, reduzido nos últimos séculos a apenas por volta de 10% de sua extensão original.

Mais informações sobre o prêmio em http://www.premioreportagem.org.br/noticia/conheca-os-vencedores-do-premio-de-reportagem-sobre-a-mata-atlantica-2014/
Revista Pesquisa FAPESP
Fonte Revista Pesquisa FAPESP 19/08/2014 ás 10h

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