Persistir ou desistir, eis a questão

Fonte Evaldo Costa 31/03/2013 às 9h

 

Persistente é aquele que vai além da insistência, que não desiste apesar das enormes dificuldades. A persistência é uma das grandes qualidades dos vencedores. É pouco provável que você encontre um campeão que não tenha tido que insistir diversas vezes antes de triunfar.

A história, por exemplo, revela que Tomaz Edson tentou 1.999 vezes antes de inventar a lâmpada elétrica incandescente. A persistência requer conhecimento, habilidade e atitude de vencedor. Insistir sem uma estratégia e técnicas bem refinadas é uma enorme perda de tempo.

Já a desistência pode ser o reconhecimento de que continuar não vale a pena. Há muita gente que pensa que desistir é um ato de covardia, é ser um eterno derrotado. Há ainda quem considere que o “Sucesso é uma questão de não desistir, e o fracasso é uma questão de desistir cedo demais”. Ledo engano, pois a desistência estratégica pode ser um poderoso recurso dos que buscam o triunfo.

Há momentos que desistir é a melhor escolha. É uma decisão corajosa, muitas vezes dar um passo atrás é um ato de sabedoria. Os argentinos costumam dizer que na vida “é preciso dar um passo atrás, para poder dar dois a frente.” Portanto, saber o momento exato de abandonar ou persistir em uma ideia ou projeto, faz toda a diferença entre o sucesso e o fracasso.

Logo, na vida a pergunta que a maioria de nós já fez ou, provavelmente, fará é: “o que devo fazer agora, persisto ou desisto?”Naturalmente, se você chegou a esse ponto é porque realmente está diante de uma dúvida gigantesca. Até porque, muitas vezes o difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que muito se deseja.

Então, se nos encontramos diante de tal questão, é preciso primeiro descobrir se a desistência em questão, significa o abandono total e definitivo do projeto ou apenas um recuo temporário. Caso seja apenas um recuo, a decisão será mais fácil. No entanto, se a desistência for a única alternativa será cruel agir e, neste caso, você deve verificar se realmente o que será abandonado tem de fato o valor que você deposita nele.

Por exemplo, imagine que alguém insista na carreira de jogador de basquete sem ter a altura adequada. Naturalmente, com esforço extraordinário, será possível vencer como atleta, porém, o mais recomendável talvez seja, por exemplo, investir na carreira de treinador. Neste caso, pense que desistir do que não vale a pena ou se apresenta como inexequível não é desistir, é usar a inteligência para recuar a fim de obter algo diferente.

Finalmente, é preciso considerar que há coisas que não se pode realmente desistir, pois assim nos ensina Fernando Pessoa:

“Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário”.

Pense nisso e ótima semana,

Evaldo Costa

Escritor, conferencista e Diretor do Instituto das Concessionárias do Brasil

Blog: www.evaldocosta.blogspot..com

Web Site: www.evaldocosta.com

E-mail: evaldocosta@evaldocosta.com
Siga no Twitter/LikedIn/Facebook/Orkut: evaldocosta@icbr.com.br

Evaldo Costa
Fonte Evaldo Costa 31/03/2013 ás 9h

Compartilhe

Persistir ou desistir, eis a questão