Pequeno impulso à rentabilidade aérea Margem de lucro da indústria melhora 1.6%

Fonte Sac Comunicação 22/03/2013 às 12h

20 de março de 2013 (Geneva) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou uma tímida melhoria na estimativa do desempenho financeiro de 2013 da indústria aérea global. A IATA espera agora que as companhias aéreas possam produzir uma margem de lucro líquido de 1,6% (a partir do anteriormente previsto 1.3%), com um lucro líquido de tabaqueiras de U$ 10,6 bilhões (a partir dos U$ 8,4 bilhões, previstos anteriormente).

"Os lucros da indústria estão dando um pequeno passo na direção certa. Num cenário de otimismo para as perspectivas econômicas globais, a demanda de passageiros tem sido forte e o mercado de carga está começando a crescer novamente. O otimismo econômico também está forçando os preços de combustível para cima. Estamos vendo uma melhora de U$ 12 bilhões em receitas e um aumento de U$ 9 bilhões – U$ 10 bilhões em custos — a maior parte deles está relacionada com o combustível”, disse Tony Tyler, diretor geral e CEO da IATA.

A confiança na indústria aérea está aumentando por vários fatores:

· Previsões de crescimento do PIB para 2013 foram atualizados para 2.4%, uma melhoria significativa comparada com os 2.1% de 2012.

· Parece que a pior parte do ciclo de produção industrial global foi atingida no terceiro trimestre de 2012, depois disso houve seis meses de aumento da produção e melhorias na confiança empresarial.

· Há uma melhoria estrutural no desempenho financeiro do setor de transportes aéreos, como pode ser visto no aumento de 7% no preço das ações das empresas desde o início do ano, apesar do aumento de 5% no custo do combustível.

Riscos e volatilidade

A IATA observou que riscos consideráveis permanecem, o que poderia inviabilizar a recuperação. O panorama baseia-se na evidência da crescente confiança empresarial. Mas a polêmica sobre a proposta de resgate das instituições financeiras de Chipre é um claro indicador de que a crise da Zona Euro não acabou e poderia piorar.

"Os compromissos do Banco Central Europeu em relação à crise da Zona Euro e a lenta recuperação econômica nos EUA deverão estar apontando-nos para uma duradoura, embora fraca, melhora. Mas já tivemos duas falsas partidas. A melhoria das condições no início de 2011 e 2012, desintegrou-se conforme a crise da Zona Euro se intensificou. E isso poderia acontecer novamente. O impacto da situação se desenrolando em Chipre é um fator de risco que não pode ser ignorado," disse Tyler.

Panorama regional

Companhias aéreas latino-americanas devem ter um lucro de U$ 600 milhões. É a única região a ver um declínio (U$ 100 milhões) em comparação com a previsão de dezembro. Ainda assim, representará uma duplicação de lucro em relação a 2012. O crescimento do continente retardou-se em resposta a perdas anteriores em mercados domésticos voláteis. No entanto, a região vai ver o segundo maior crescimento na demanda (8.1%), o que representa 1,4 pontos percentuais à frente da expansão da capacidade esperada.

Companhias aéreas norte-americanas devem reportar um lucro de U$ 3,6 bilhões. Isso está um pouco à frente dos U$ 3,4 bilhões anteriormente previstos e o lucro de U$ 2,3 bilhões relatado em 2012. A região é um mercado maduro (particularmente para operações domésticas). A gestão apertada da capacidade em resposta ao ambiente de alto custo do combustível vai apresentar expansão de 1.3% na demanda.

Companhias aéreas europeias esperam relatar um lucro de U$ 800 milhões. Esta é uma melhoria sobre ponto de equilíbrio projetada anteriormente e o lucro de U$ 300 milhões em 2012, mas em apenas 0.4% de aumento das receitas, o que é uma diferença muito pequena em relação ao ponto de equilíbrio. E esse é o mercado que será mais afetado pela volatilidade causada pela crise da Zona Euro. O mercado interno europeu continua fraco, refletindo condições recessivas em todo o continente. No entanto, as companhias aéreas deverão mostrar desempenho mais forte nas rotas de longa distância para mercados emergentes. A demanda global por transportadoras européias deverá crescer por 2.6%, que está em consonância com a expansão da capacidade de 2.5%

Cenário futuro

"As melhorias na rentabilidade da indústria são encorajadoras. Mas eles devem ser mantidas em perspectiva. Nós estamos projetando que as companhias aéreas terão um lucro líquido de U$ 10,6 bilhões, do total de U$ 671 bilhões em receitas da indústria. Por comparação com o ano passado, a Nestle, uma única empresa, teve mais de U$ 11,5 bilhões de lucro nas receitas de cerca de U$ 100 bilhões. Uma rentabilidade anêmica crônica é característica na maior parte da cadeia de valor da aviação quando comparado a outros setores. Isso vai exigir mais que melhorias nas condições econômicas para corrigir. Nem os desafios nem as vantagens de fazê-lo devem ser subestimadas," disse Tyler.

A aviação é um catalisador para o crescimento econômico e desenvolvimento, que sustenta 57 milhões de empregos e U$ 2,2 trilhões na atividade econômica.

"A única maneira de vencer as atuais dificuldades econômicas que vemos ao redor do mundo é o crescimento. As companhias aéreas desempenham um papel importante, fornecendo conectividade que estimula negócios e distribui produtos para mercados globais. Mas só podemos fazer isso se a indústria gerar retornos sustentáveis, " disse Tyler.

"As perspectivas de crescimento, apesar do difícil ambiente operacional, demonstram a eficiência e melhorias conseguidas conforme a reestruturação da indústria ao longo da última década. Mas muitas vezes os governos nos pregam peças. Nas últimas semanas tivemos algumas lembranças desagradáveis. A Europa anunciou propostas de legislação de direitos de passageiros que irá adicionar custos aos vôos, mas com pouco ou nenhum benefício a longo prazo para os consumidores. O confisco de orçamento dos EUA trará cortes para gestão do tráfego aéreo, segurança e controle de fronteira que pode custar mais economicamente do que o benefício da redução de custos alcançado. E taxas de aeroporto do Reino Unido — o mais alto imposto de aviação do mundo — vai aumentar novamente em 1º de abril. As companhias aéreas não querem tratamento especial, mas precisam de uma estrutura de política conjunta que permita atender às crescentes necessidades de conectividade, de forma sustentável. Com uma margem de lucro líquido de 1,6%, há muito pouco amortecedor entre ganhos e perdas”, disse Tyler.


 

 
Sac Comunicação
Fonte Sac Comunicação 22/03/2013 ás 12h

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