Patrimônio da Humanidade

Fonte Ascom - MinC 28/03/2013 às 9h

Patrimônio da Humanidade

Um grande passeio através de 180 páginas de fotos e textos que percorrem nove bens brasileiros registrados como Patrimônio da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Assim é o livro Patrimônio Material – Centros Históricos, Conjunto Arquitetônico, Santuário e Ruínas, com fotos de César Duarte e textos de Guilherme Aragão, que será lançado nas cidade do Rio de Janeiro, dia 13 de março, e em Belo Horizonte, no dia 16. Os dois autores percorreram o Brasil de Sul ao Norte, num percurso de mais de 4 mil quilômetros, partindo das ruínas de São Miguel (RS) a São Luís (MA), para realizar o trabalho. Levaram nove meses viajando. O resultado é um livro de fotografias repleto de memórias da história do país que está exposta nas imagens das cidades de Ouro Preto (MG), Olinda (PE), Ruínas de São Miguel (RS), Salvador (BA), Santuário de Bom Jesus de Matosinho, na cidade Congonhas (MG ), Brasília (DF), São Luís (MA), Diamantina (MG) e Goiás Velho (GO). O trabalho recebeu o apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet).

A viagem por todos estes locais trouxe ao autor, Guilherme Aragão, a compreensão da importância do tombamento, tanto para criar salvaguardas a estes bens, como para a melhora da autoestima da população. "O tombamento traz impactos importantes, aumenta a autoestima dos moradores, que reconhecem viver em um "lugar especial". Vi muito isso em Diamantina, Olinda e Goiás Velho, onde as pessoas têm orgulho de morar ali", comentou. Entre os bens pesquisados e registrados, Guilherme Aragão avalia a cidade de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, como uma das mais interessantes. "É um lugar encantador. Deveria figurar no roteiro de todas as visitas a Minas Gerais. A gente anda ali e sente que a cidade é daquele jeito mesmo. É uma expressão muito viva e sincera do jeito mineiro de ser. Tem comida, serenata, estudantes, cachoeiras e beatas, tudo misturado". Tombamento O Patrimônio Cultural e Natural brasileiro é preservado e protegido através do processo de tombamento, realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional do Ministério da Cultura (Iphan/MinC). Qualquer cidadão ou instituição pode pedir para iniciar o processo de tombamento de um bem cultural do país, com o objetivo de preservar o seu valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo a destruição e/ou descaracterização.

 Após o inicio do processo, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) avaliam o caráter histórico do bem e caso seja aprovada a intenção de protegê-lo, seja um bem cultural ou natural, é expedida uma notificação ao seu proprietário. Essa notificação significa que o bem já se encontra sob proteção legal, até que seja tomada a decisão final, depois do processo ser devidamente instruído e ter a aprovação do tombamento pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e a homologação ministerial publicada no Diário Oficial. O Lançamento do Livro Patrimônio Material – Centros Históricos, Conjunto Arquitetônico, Santuário e Ruínas foi realizado no dia 13 de março.

Ascom - MinC
Fonte Ascom - MinC 28/03/2013 ás 9h

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