Parlamento cubano pede medidas "mais enérgicas" contra governo de facto de Honduras

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O Parlamento cubano pediu que a comunidade internacional aplique medidas "mais enérgicas e profundas" para a restituição do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que retornou ao país na última segunda-feira.

"Nos unimos ao repúdio universal que desaprova e condena o regime militar imposto nessa nação e pedimos a aplicação de medidas mais enérgicas e profundas da comunidade internacional para alcançar o retorno da normalidade e a restituição do presidente eleito de maneira democrática e popular", diz uma nota do Parlamento publicada hoje pela imprensa local.

De acordo com o texto, a presença de Zelaya em Tegucigalpa "constitui um gesto de valentia e se fundamenta no legítimo direito que [ele, ndr.] tem como presidente constitucional de Honduras".

O Parlamento ainda solicitou que o governo de facto hondurenho, do presidente nomeado pelo Congresso Roberto Micheletti, "respeite e garanta" a integridade física de Zelaya, além de cessar "a bárbara repressão contra as manifestações de apoio" ao mandatário destituído.

Desde o golpe de Estado do último dia 28 de junho, quando militares retiraram Zelaya de Honduras, Cuba repudia o governo de facto e exige a restituição do mandatário.

Hoje, o governo de facto anunciou a suspensão do toque de recolher, que havia sido imposto na última segunda-feira. Zelaya está na embaixada brasileira na capital hondurenha que, de acordo com informações da imprensa local, está cercada por policiais e militares.

Na madrugada de terça-feira, a sede diplomática -- que abriga cerca de 100 pessoas junto com Zelaya -- teve luz, água e telefone cortados. Os serviços já foram restabelecidos.

Ontem foram confirmadas as mortes de dois manifestantes, que teriam entrado em confronto com a polícia local. A Cruz Vermelha aponta que pelo menos 200 pessoas ficaram feridas.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

Compartilhe

Parlamento cubano pede medidas "mais enérgicas" contra governo de facto de Honduras