Para especialista, gripe dos perus chilenos não traz riscos

Fonte Agência Brasil 19/11/2009 às 0h
O vírus da gripe A (H1N1) encontrado em duas granjas de perus no Chile não representa riscos, segundo afirma o especialista, Giovanni Rezza, epidemiologista e diretor do departamento de Doenças infecciosas do Instituto Superior de Saúde (ISS) da Itália.

Embora seja o primeiro registro de infecção em um outro tipo de animal, o vírus "não representa um risco particular, sobretudo se os casos de contágio estão circunscritos", continuou o especialista. Até o momento, apenas humanos e porcos haviam apresentado o A (H1N1).

Para o especialista, a possibilidade de uma mutação também é remota. "Quando um vírus, como no caso da gripe A (H1N1), se difunde de maneira ampla, pode acontecer, em casos isolados, que ele passe de uma espécie para outra e isso não deve ser nenhum alarme, desde que sejam casos isolados".

O importante, ainda segundo o especialista, é destacar que "o Chile é uma área na qual até agora nunca foi revelada a presença do vírus H5N1, da gripe aviária, que se difunde principalmente entre os pássaros selvagens e de criação. Portanto, o fato de que nesta região o vírus A (H1N1) tenha aparecido em outros animais não aumenta o risco de mutação deste com outros vírus, como o H5N1, e que consequentemente crie um novo vírus, mais agressivo para o homem".

Neste momento, "é fundamental que as autoridades sanitárias chilenas, como já estão fazendo, reduzam ao mínimo a possibilidade de extensão do contágio entre criações", orientou o especialista.

Rezza também destacou que, de qualquer forma, "o vírus da gripe A (H1N1) não é transmitido por meio da alimentação, portanto, não existem riscos ligados ao consumo de carnes".

Segundo autoridades agrícolas e de zootecnia do Chile, o vírus A H1N1 foi detectado na região de Valparaiso.

A descoberta foi possível após uma empresa de criação de perus ter revelado no último dia 13 uma queda na produção de ovos nestas duas criações.

As fazendas foram colocadas em quarentena e foram tomadas todas as medidas preventivas e a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) já foi informada.

As autoridades chilenas fizeram um apelo para que a população continue "consumindo com tranquilidade" os produtos derivados da carne deste animal e informou que "não existem evidências da presença da doença em outros locais do território do país".
Agência Brasil
Fonte Agência Brasil 19/11/2009 ás 0h

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