Para chanceler italiano, Karzai provou ter "maturidade política"

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, afirmou que o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, "deu uma prova de maturidade política" ao reconhecer a nova contagem de votos e aceitar disputar o segundo turno das eleições locais.

"[Karzai, ndr.] aceitou uma regra democrática que é a de reavaliar os votos contestados, confiando em uma comissão que tem trabalhado bem", comentou o chanceler sobre a decisão anunciada ontem pela Comissão Eleitoral Independente do Afeganistão, que informou, após analisar denúncias de fraude no pleito realizado em 20 de agosto, que o atual presidente obteve menos de 50% dos votos exigidos para ser eleito.

Desse modo, foi agendada uma nova votação para o próximo dia 7 de novembro, na qual o mandatário enfrentará o ex-ministro das Relações Exteriores Abdullah Abdullah.

Frattini, no entanto, destacou que "seria absolutamente errado, hoje, às vésperas do segundo turno eleitoral", falar da hipótese de um governo de coalizão nacional no Afeganistão. "A nós interessa somente que o presidente eleito seja representante da vontade dos afegãos."

Segundo o chanceler, "o Ocidente precisa de um presidente credível, desejado pelos afegãos e eleito pelos afegãos".

"Nós não torcemos. Apenas reconhecemos que com Karzai se trabalhou bem, e se trabalha bem. Mas a vontade do povo afegão será soberana", ratificou.

Frattini também reiterou que os militares italianos enviados ao Afeganistão para acompanhar o processo eleitoral de agosto continuarão no país até o fim do novo pleito. A confirmação já havia sido feita pelo ministro da Defesa italiano, Ignazio La Russa.

"A Itália continuará contribuindo com a segurança das atividades eleitorais, mantendo o contingente de cerca de 500 anos", afirmou o chanceler.

Atualmente a Itália possui 2.800 militares no Afeganistão, incluindo os responsáveis por acompanhar o pleito.
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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Para chanceler italiano, Karzai provou ter "maturidade política"