Para bispo africano, eleição de Obama foi um "sinal divino"

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
A eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos, em novembro passado, foi classificada hoje como um "sinal divino" pelo arcebispo Laurent Monsengwo Pasinya, de Kinshasa, na República Democrática do Congo.

"O presente Sínodo e a Igreja universal ganhariam ao não ignorar este acontecimento fundamental da história contemporânea [a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos], que está longe de ser um banal jogo de alianças políticas", garantiu Pasinya durante a Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, em andamento desde o último domingo no Vaticano.

O arcebispo de Kinshasa disse ainda que se pode interpretar a geopolítica atual partindo dos 430 anos de escravidão que os hebreus sofreram nas mãos do povo egípcio, e que essa seria a "conclusão da "rota dos escravos" dos séculos XV e XVI, considerada como um plano de Deus "para a salvação das multidões"".

Ontem o relator-geral da assembleia dos bispos, o cardeal ganês Peter Kodwo Appiah Turkson, também fez referências a Obama, opinando que sua eleição abria as portas para a futura escolha de um papa negro.

O Sínodo Especial para a África, que vai até o dia 25 e reúne no Vaticano 244 padres, debate em sua segunda edição o tema: "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo".
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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Para bispo africano, eleição de Obama foi um "sinal divino"