Para Berlusconi, deslizamento de terra no sul da Itália poderia ter sido pior

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O premier italiano, Silvio Berlusconi, disse hoje que a tragédia na cidade de Messina, onde 24 pessoas morreram soterradas pelos deslizamentos de terra em decorrência das fortes chuvas na última semana, poderia ter sido pior.

"Pensando no número de vítimas, tivemos muita sorte, porque poderiam ser muito mais", disse o premier em declarações à imprensa italiana. No último sábado, ele estimou que os mortos poderiam chegar a 50.

Os temporais que atingiram a cidade na quinta-feira passada causaram deslizamentos de terra, que destruíram parte das estruturas locais e deixaram pelo menos 24 mortos, segundo último balanço.

Das vítimas fatais, 19 já foram identificadas e liberadas para que os familiares possam realizar os funerais. Ainda há 35 desaparecidos e cerca de 500 desabrigados, e as buscas continuam.

Berlusconi, que ontem visitou a localidade, também afirmou que as novas habitações para os cidadãos que perderam suas casas deverão estar prontas dentro de cinco meses.

"A experiência de L"Aquila é única no mundo e nos dará a possibilidade de prever que estes bairros poderão ser realizados em quatro ou cinco meses", disse o premier, referindo-se ao caso da capital de Abruzzo, parcialmente destruída por um terremoto em abril passado, deixando cerca de 50.000 pessoas desabrigadas. As primeiras moradias aos habitantes de L"Aquila, construídas pelo governo, foram entregues no último mês.

"Com a intervenção da Região [da Sicília] e do Governo, poderemos reconstruir os bairros", continuou o premier, que ontem anunciou a construção das residências, declarando que, para isso, será necessário cerca de um bilhão de euro.

Também o ministro de Infraestrutura e Transportes, Altero Matteoli, declarou que "a situação é muito trágica e poderia ser pior, muito pior, como disse o primeiro-ministro, porque as montanhas poderiam desmoronar sobre centenas e centenas de pessoas".

Matteoli, que sobrevoou de helicóptero a região acompanhando Berlusconi, explicou que os desmoronamentos resultaram da forma abusiva com que as construções foram erguidas.

"Ali, as casas foram construídas no ano de 1.200 e, depois, durante os anos, continuou-se a construir. Vemos que há casas construídas às margens do rio", um problema que, segundo ele, "infelizmente, não é um mal siciliano, mas de toda a Itália".
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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