Panamá pede que governo de facto deixe Zelaya ir para casa

Fonte Ansa Flash 19/11/2009 às 0h
O vice-presidente e ministro das Relações Exteriores do Panamá, Juan Carlos Varela, pediu para que o governo de facto hondurenho permita que o mandatário destituído, Manuel Zelaya, possa ir à sua residência, localizada na capital Tegucigalpa.

Deposto por um golpe de Estado em 28 de junho, Zelaya voltou a Honduras no último dia 21, após passar quase três meses fora do país, e está refugiado na Embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Varela também solicitou que as autoridades de Honduras, lideradas pelo presidente de facto, Roberto Micheletti, mantenham um clima pacífico, a fim de que as eleições gerais marcadas para o próximo 29 de novembro ocorram dentro da normalidade.

Na semana passada, em discurso na 64ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente panamenho, Ricardo Martinelli, pediu o fim da crise política hondurenha.

Ontem o regime hondurenho barrou a entrada de uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA), que viajou ao país para preparar o clima para o envio de uma missão diplomática. Também foi divulgado um decreto que restringe as garantias constitucionais por um período de 45 dias.

O decreto ordena a detenção de "toda pessoa que seja encontrada fora do horário de circulação estabelecido (pelo toque de recolher) ou que de alguma forma se presuma como suspeitos pelas autoridades policiais e militares de causar danos às pessoas ou a seus bens".

Também proíbe "toda reunião pública não autorizada pelas autoridades policiais ou militares" e estabelece que as Forças Armadas apoiarão, conjunta ou separadamente, a Polícia Nacional, "devendo colocar em execução os planos necessários para manter a ordem e a segurança pública".
Ansa Flash
Fonte Ansa Flash 19/11/2009 ás 0h

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